terça-feira, 10 de novembro de 2009

OBAMA ESTÁ DECEPCIONANDO

Escutei um comentário na TV, que em 28 de outubro passado, na Assembléia Geral da ONU, 187 países rejeitaram o embarco econômico dos Estados Unidos à Cuba. Votaram a favor do embargo, além dos EUA, Israel (como era de se esperar) e Palan (um pequeno país da Micronésia, no Oceano Pacífico). Não consigo entender, por que o Obama ainda mantém esse embargo? Quem o pressiona? Pensei que Obama tivesse apoio interno e internacional suficiente para tomar atitudes que não podem mais esperar. Estou decepcionada.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ESTOU INDIGNADA

A notícia de que a UNIBAN expulsou a estudante de jornalismo, GEISY VILLA NOVA ARRUDA, de 20 anos, porque usou mini-vestido e foi agredida por uma TURBA de moralistas, fascistas, machistas, estupradores em potencial, foi uma atitude ilegal, preconceituosa, estimuladora da violência contra a mulher. Essa medida da UNIBAN, mostra que a instituição só pode produzir TURBA, pois, ao invés de transformar o episódio em debates formativos, pune a vítima, age de forma ilegal, comete discriminação, estimula a agressão contra a Mulher. Usei mini-saia durante toda minha juventude e nunca me senti ameaçada. Uma das características do machismo extremo é o de culpar a mulher pelo seu corpo. Cochas, nádegas e seios, seriam os responsáveis pelos estupros. Ainda persiste, infelizmente, as atitudes de culpabilização das mulheres, para justificar atos de violência. Eu cheguei a dizer que as lutas feministas estavam se esvaziando, com a igualdade de direitos e de respeito à condição feminina. Acho que me enganei.
Que bom que o MEC vai apurar os fatos e instaurar processo Administrativo em relação à UNIBAN. Espero que o MEC seja rigoroso com a instituição.

sábado, 7 de novembro de 2009

Não perca seu tempo de vida

Fiquei sabendo que no prédio em que moro, no mesmo andar do meu apartamento, mora uma jornalista da RBS. A jovem passou por mim e outra moradora e nos saudou. A moradora, com a qual eu conversava, ficou muito admirada quando manifestei não conhecer a repórter, pois ela é apresentadora do Jornal do Almoço. Percebi em suas palavras, uma discreta crítica por não assistir o Jornal do Almoço. Aí ponderei que não o assisto, por ele ser no horário do almoço e procuramos preservar esse momento de preocupações com notícias ruins e trágicas, que é o que mais é veiculado. "Não olhamos televisão durante o almoço".
Ela admirou-se e ponderou sobre a necessidade da gente estar atualizado. Tentei explicar que o almoço, acompanhado das pessoas que nos são caras, é dos poucos momentos que temos a oportunidade de olhar e prestar atenção nas pessoas:ouvir, perguntar, às vezes atualizar assuntos do cotidiano, ou apenas saborear, sentir o prazer do alimento e de estarmos juntos. É um tempo que é nosso, é tempo de nossa vida.
A televisão tem capturado esse tempo, ela precisa de nossa atenção, para que possamos assistir as propagandas. Os patrocinadores precisam que a gente assista suas propagandas, querem vender seus produtos e obter lucros.
Quando assistimos televisão, entregamos nosso precioso tempo de convivência. Por isso não assisto todos os telejornais e duvido da veracidade de muitas informações, do modo que são divulgadas. Para me informar, opto por alguns jornais e algumas assinaturas e escolho os programas de televisão que desejo ver (entre as poucas opções que nos são ofertadas), sem roubar o tempo que posso estar com as pessoas que convivem comigo, ou que nos visitam.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Da minha janela, eu vi...

Eu estava costurando e minha máquina fica de frente para a janela. Posso observar o que acontece na rua. Bem no entroncamento entre a Av. Liberdade e a Venâncio Aires tem uma sinaleira. Eram nove e meia, o sinal estava fechado e eu havia observado a pequena fila de carros esperando o sinal abrir. De repente os carros avançaram, quase em disparada, com o sinal ainda fechado. Pessoas corriam em direções opostas, uns fugindo das esquinas da sinaleira e outros chegando em direção à mesma. Um homem vinha atravessando a Venâncio, pasta na mão, voltou correndo, dirigiu-se ao carro, entrou e saiu em disparada, com o sinal ainda fechado. Pensei, " o que será que está acontecendo?" Parece que enlouqueceram?
Aí ouvi gritos: "pega ladrão, pega ladrão!" E vi subindo a Venâncio quatro rapazes levando fardos de bebidas, pareceu-me um fardo de cerveja de latinha e os outros fardos de refrigerante. Corriam sudindo a Venâncio e logo atrás tres homens de camisa azul, todas do mesmo tom, em disparada atrás dos larápios. Outros dois homens também subiram correndo, querendo ajudar, creio eu. De fato, daí a alguns minutos desceram todos, menos os ladrões, com os fardos de bebidas, recuperados. Aí observei que junto ao bar que existe na Av. Liberdade, haviam dois caminhões de bebidas estacionados, abastecendo o bar, que atende pelas grades. Ninguém entra no bar. Dá a impressão que os proprietários estão presos e da prisão atendem as pessoas. Tenho visto, a tardinha, trabalhadores tomando sua cachacinha e refri, na rua, do lado de fora do bar. Isso me impressionou desde o dia em que conheci e comprei no referido bar. Hoje, acho que os ladrões resolveram assaltar os caminhões de bebidas, já que é difícil assaltar o bar, tão gradeado!
Não entendi a razão de todo mundo correr desatinado. Será que estavam com medo de tiroteio, de balas perdidas? Afinal, é o que o casal Bonner e seus colegas dos telejornais falam todas as semanas. A cena era cômica, apesar da tragédia que é, as pessoas se descontrolarem pelo medo. Podia ter acontecido um acidente na sinaleira, pois que ninguem respeitava mais nada. Foram cinco minutos mas fiquei refletindo todo o dia.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

UM PROJETO SOCIALISTA PARA O BRASIL

Dia 21 de outubro passado, esteve em Santa maria, a convite do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, que foi do PT, desde sua fundação e que hoje é pré-candidato à Presidência da República, pelo PSOL.
O Irineu e eu fomos convidados para ouvir o Plínio e debater sobre UM PROJETO SOCIALISTA PARA O BRASIL. Isso nos interessou, mas tanto o Plínio, como os outros "socialistas" que se manifestaram, dedicaram a maior parte do tempo de fala para falar mal e desconstituir o Governo Lula, elegendo-o o principal adversário, na luta pelo socialismo.
Elencaram, obviamente, todas as mazelas, para a humanidade e para o Planeta, decorrentes do Capitalismo. Todas pertinentes.
Sobre o socialismo, toda a discussão foi baseada nas antigas dicotomias homogeneizadoras, que deixam de contemplar a diversidade de situações e de possibilidades, que poderiam ser construídas, para se contrapor ao Capitalismo. Segundo eles, só o socialismo pode ser alternativa ao capitalismo, seja lá o que isso possa significar. Ouvimos afirmações do tipo:"o socialismo só é viável se o capitalismo estiver plenamente desenvolvido e o Brasil atingiu essa condição". Que entendimento podemos ter dessa afirmação? Ela parece admitir que o capitalismo é uma necessidade! A pergunta inevitável é: será possível, pela via da tomada do Estado, implantar um modelo socialista, como alternativa ao capitalismo?
Outra questão: não será o Capitalismo, além de um modelo econômico, também um modo de vida, hoje hegemônico? é possível suprimir, via poder estatal, o Sujeito Capitalista? Sujeito proprietário e apropriador, individualista, competidor, consumista, predador e produtivista? Esse é o sujeito que sustenta e propaga o capitalismo! Ou seja: todos nós.
Pensávamos que iríamos debater o uso "socialista" das terras, do comum da humanidade (solo, ar, águas, códigos genéticos, linguagens, conhecimentos, comunicação, etc.), além dos sagrados direitos de comer, vestir, morar, produzir cultura, entre outros temas tão urgentes como a violência, a xenofobia, a homofobia, as diversas formas de intolerância, etc. Tudo isso e muito mais, precisamos reiventar, para construir novos modos de vida, não capitalista.
Continuar falando em Socialismo, a partir da tomada de poder do Estado, nas antigas categorias sociais, tal como a classe assalariada (lógica adotada no debate) nos instiga a perguntar: queremos, ainda, patrão, exploração, subordinação, dependência, hierarquia, burocracia...? Outros mundos são possíveis, mas só quem pode construí-los somos todos nós, todos os dias, o Poder Constituindo da Multidão.

"UM PROJETO SOCIALISTA PARA O BRASIL"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"Romaria do Silêncio e Orações"

Li no Diário de Santa Maria, de hoje, que na tradicional Romaria da Medianeira, os organizadores vão apresentar inovações: na procissão da Catedral ao Altar Monumento "...o trajeto será de silêncio e oração". Não haverá cantos, como no ano passado. O texto não explica porque. Cantar não é orar? A celebração e as homenagens a Maria, nossa mãe, não merecem cantos? Não entendi e creio que a Romaria ficará mais triste.
A prefeitura promete um show na chegada da Santa (papel picado e fogos). Muuuuuito criativo e muito religioso! Será para agradar os turistas? Afinal, "é a romaria que projeta Santa Maria para o Brasil", segundo João Trevisan. Tá mal Santa Maria, pensei que talvez fosse por ela ser um Centro Universitário. Mas o turismo religioso é um dos objetivos da Romaria, segundo os organizadores. O Mercado, a gente sabe, capturou a fé e não é de agora. Bem, pelo menos a Prefeitura promete fortalecer a equipe de limpeza e isso a natureza e nós todos agradecemos. Boa Romaria para quem gosta de romarias e para quem tem fé.