terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Orgânicos?????
As coisas estão mesmo corrompidas e invertidas. Vi hoje, lá no BIG, o setor de verduras "Orgânicas", caríssimas. Aliás, todas as frutas e verduras estão muuuuuuito mais caras que na rede Super ou mesmo na Rede Vivo. Mas voltemos ao orgânicos. Dizia em alguns rótulos dos ORGÃNICOS', "SEM AGROTÓXICOS".Ou seja:para quem tiver dinheiro, existem alimentos que não tem veneno. Para a maioria dos mortais comuns, alimentos que NÃO SÃO ORGÃNICOS, que contém venenos. Significa que vão causar algum tipo de prejuízo ao organismo. Ora TODOS OS ALIMENTOS TEM A OBRIGAÇÃO DE SEREM ORGÃNICOS. Isso deveria ser rigorosamente fiscalizado: foi necessário algum tipo de veneno? Bem, de que tipo, quanto tempo deixará resíduos? Ou será que, de propósito, é preciso deixar um nixo de alimentos para quem tem dinheiro e DESEJA COMER DE FORMA DIFERENCIADA? Chegamos ao fundo do poço! Aquilo que deveria ser natural, direito de todos, virou excessão e um Mercado especial e caro. Precisamos protestar contra isso. Precisamos descobrir um modo de fazer isso, urgentemente.
Fofocas sem importância
Sei que sou muito trapalhona quando dou de me enpolgar e fazer discursos ( depois de umas cervejinhas). Uma vez fui dizer "nesse final de século" e falei: "nesse final de sexo". (numa palestra, e nesse dia sem cerveja).Imaginem que vergonha!
Coisas que acontecem, o que me consola é que não é só comigo. Ando observando, sem esforço algum, as besteiras que são ditas nos telejornais e nos programas de televisão. Lembro-me de algumas, poucas, porque não tenho boa memória.
Hoje, por exemplo, um repórter comentava os tremores de terra que andou acontecendo no Brasil, lá pelo nordeste. O jornalista encerrou a matéria dando algumas dicas de como se proteger de terremotos, entre elas ele soltou a seguinte afirmação: "para evitar que caiam objetos, esconda-se embaixo da mesa". Acho que ele quis dizer, "para proteger-se dos objetos que caem, esconda-se sob a mesa". Dicas são, quase sempre, desnecessárias, porque subestimam a inteligência das pessoas.
É também muito comum as pessoas dizerem que algo "vem DE ENCONTRO" a uma idéia ou necessidade, quando querem dizem que algo vai concordar com o que estão pleiteando...( de encontro, significa contra alguma coisa).
Mas o que gosto mesmo, é de ver as trapalhadas que as apresentadoras do jornal do Almoço, da RBS. Um dia desses uma delas afirmou: "Se não for bom, mal não vai fazer"...liquidando com o esforço de uma pobre nutricionista, que se esmerou com receitas de sucos adequados ao verão.Se tivesse ficado calada, teria contribuído e valorizado o esforço da nutricionista.
Ou então a contribuição que elas tentam dar aos comentários do Lasier Martins, após matéria explanando sobre as notícias de mensalão, corrupção e impunidade. Puro clichê, lugar comum, tipo "é por isso que é preciso saber votar"...
E quando falam do tempo, então? Por que será que tempo bom é sempre sol? "Vai ser possível aproveitar a praia". Que perspectiva é essa de análise do que é tempo bom? Ora, o tempo é bom quando chove onde há seca, quando faz sol quando está chovendo demais. Na vida das pessoas, o tempo é bom,se vai ajudar a melhorar a vida das pessoas: irrigar as plantas, abastecer as fontes de água, secar as inundações, fornecer sol para a germinação, a floração das plantas... é por aí. Os comentários sobre praia, por exemplo, são desnecessários e irritantes, principalmente para quem não tem nenhuma chance de, sequer, pensar em praias. Essas meninas e esses meninos, tem OBRIGAÇÃO de se capacitarem melhor. Não temos que poupá-los das criticas.
Coisas que acontecem, o que me consola é que não é só comigo. Ando observando, sem esforço algum, as besteiras que são ditas nos telejornais e nos programas de televisão. Lembro-me de algumas, poucas, porque não tenho boa memória.
Hoje, por exemplo, um repórter comentava os tremores de terra que andou acontecendo no Brasil, lá pelo nordeste. O jornalista encerrou a matéria dando algumas dicas de como se proteger de terremotos, entre elas ele soltou a seguinte afirmação: "para evitar que caiam objetos, esconda-se embaixo da mesa". Acho que ele quis dizer, "para proteger-se dos objetos que caem, esconda-se sob a mesa". Dicas são, quase sempre, desnecessárias, porque subestimam a inteligência das pessoas.
É também muito comum as pessoas dizerem que algo "vem DE ENCONTRO" a uma idéia ou necessidade, quando querem dizem que algo vai concordar com o que estão pleiteando...( de encontro, significa contra alguma coisa).
Mas o que gosto mesmo, é de ver as trapalhadas que as apresentadoras do jornal do Almoço, da RBS. Um dia desses uma delas afirmou: "Se não for bom, mal não vai fazer"...liquidando com o esforço de uma pobre nutricionista, que se esmerou com receitas de sucos adequados ao verão.Se tivesse ficado calada, teria contribuído e valorizado o esforço da nutricionista.
Ou então a contribuição que elas tentam dar aos comentários do Lasier Martins, após matéria explanando sobre as notícias de mensalão, corrupção e impunidade. Puro clichê, lugar comum, tipo "é por isso que é preciso saber votar"...
E quando falam do tempo, então? Por que será que tempo bom é sempre sol? "Vai ser possível aproveitar a praia". Que perspectiva é essa de análise do que é tempo bom? Ora, o tempo é bom quando chove onde há seca, quando faz sol quando está chovendo demais. Na vida das pessoas, o tempo é bom,se vai ajudar a melhorar a vida das pessoas: irrigar as plantas, abastecer as fontes de água, secar as inundações, fornecer sol para a germinação, a floração das plantas... é por aí. Os comentários sobre praia, por exemplo, são desnecessários e irritantes, principalmente para quem não tem nenhuma chance de, sequer, pensar em praias. Essas meninas e esses meninos, tem OBRIGAÇÃO de se capacitarem melhor. Não temos que poupá-los das criticas.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Sobre as pontes que caem
Temos sido bombardeados com notícias de tragédias, que parecem naturais. Perder familiares afogados, soterrados, prensados nas ferragens nos acidentes, não é natural e é, sim, doído e trágico.
Morte natural é morrer de doença, de velhice...Tento me colocar no lugar das pessoas que perdem familiares de forma trágica, ou mesmo imaginar a casa inundada e perder tudo, inclusive coisas que não há dinheiro que recupere, como fotografias e outras coisas pessoais, que guardamos e prezamos. Nosso povo anda sofrido. Devemos, sim, realizar gestos de solidariedade e, principalmente, não acostumar,não perder a sensibilidade.
A imprensa tem exagerado na dose, banalisado a dor, explorado o sofrimento. Não creio que isso ajuda, parece que vai tornando corriqueiro e natural, aquilo que é tragédia.
Mas o que precisamos é que se conheça melhor os acontecimentos. Divulga-se, repetidas vezes, a imagem de um determinado prefeito, chorando a morte do seu vice e não se divulga, quase nada, sobre as medidas, as responsabilidades, as providências que serão tomadas.
Sempre cruzei pontes, com tranquilidade, porque confiava nas tecnologias da engenharia, na competência dos encarregados de vistoriar, na certeza de que os órgãos responsáveis, realmente estavam fazendo seu serviço.
Acreditava, que nos orçamentos públicos, houvesse recursos previstos, para reformas e construções,aquilo que contabilmente chamamos de Reservas. Imaginava que haveria planilhas eletrônicas, com o mapeamento de pontes e com suas respectivas idades e características, situação, estado de conservação, etc. e com a previsão de reformas e reconstruções.
Todos nós somos fiscalizados no trânsito, pagamos taxas, multas, anuidades, pedágios, impostos...acreditando que essas mesmas autoridades que cobram, garantem nossa tranquilidade, pelo menos no que se refere a riscos tão grandes,como o de ruir uma ponte. Os buracos no asfalto a gente tem aguentado.
Ninguém nos conta direito o que os governos fizeram, deixaram de fazer ou farão. Ninguém nos esclareceu se alguma comporta de barragem estourou ou foi aberta. Vivi muitos anos lá perto da ponte do Jacuí. Vi muita enchente, muita inundação de lavouras. O que teve de diferente, dessa vez,que fez a ponte ruir? Qual era a situação dessa ponte? Quando foi vistoriada por técnicos competentes? Queremos saber, temos esse direito.
É certo que o rio está quase sem leito, e muito arrozeiro sabe das causas.
Claro que nos interessa saber da dor das vítimas e queremos todos manifestar nossa solidariedade, mas queremos muito mais, é que os órgãos competentes façam funcionar as estruturas estatais, para que não voltem acontecer tragédias.
Quanto aos cuidados com o rio, todos somos um pouco responsáveis e creio que urge outro tratamento em relação aos rios.
Quanto a construções nos morros, é outro assunto urgente. Olho pros morros de Santa Maria e vejo que já existem construções nos morros. Onde estão os encarregados de fiscalizar e de licenciar? E não são só casas de pobres, são mansões. Já não tem tragédias suficientes para demonstrar os perigos? Estou farta de notícias pobres e apelativas. Notícias que entristecem e que só deixam o medo e a incerteza.
Morte natural é morrer de doença, de velhice...Tento me colocar no lugar das pessoas que perdem familiares de forma trágica, ou mesmo imaginar a casa inundada e perder tudo, inclusive coisas que não há dinheiro que recupere, como fotografias e outras coisas pessoais, que guardamos e prezamos. Nosso povo anda sofrido. Devemos, sim, realizar gestos de solidariedade e, principalmente, não acostumar,não perder a sensibilidade.
A imprensa tem exagerado na dose, banalisado a dor, explorado o sofrimento. Não creio que isso ajuda, parece que vai tornando corriqueiro e natural, aquilo que é tragédia.
Mas o que precisamos é que se conheça melhor os acontecimentos. Divulga-se, repetidas vezes, a imagem de um determinado prefeito, chorando a morte do seu vice e não se divulga, quase nada, sobre as medidas, as responsabilidades, as providências que serão tomadas.
Sempre cruzei pontes, com tranquilidade, porque confiava nas tecnologias da engenharia, na competência dos encarregados de vistoriar, na certeza de que os órgãos responsáveis, realmente estavam fazendo seu serviço.
Acreditava, que nos orçamentos públicos, houvesse recursos previstos, para reformas e construções,aquilo que contabilmente chamamos de Reservas. Imaginava que haveria planilhas eletrônicas, com o mapeamento de pontes e com suas respectivas idades e características, situação, estado de conservação, etc. e com a previsão de reformas e reconstruções.
Todos nós somos fiscalizados no trânsito, pagamos taxas, multas, anuidades, pedágios, impostos...acreditando que essas mesmas autoridades que cobram, garantem nossa tranquilidade, pelo menos no que se refere a riscos tão grandes,como o de ruir uma ponte. Os buracos no asfalto a gente tem aguentado.
Ninguém nos conta direito o que os governos fizeram, deixaram de fazer ou farão. Ninguém nos esclareceu se alguma comporta de barragem estourou ou foi aberta. Vivi muitos anos lá perto da ponte do Jacuí. Vi muita enchente, muita inundação de lavouras. O que teve de diferente, dessa vez,que fez a ponte ruir? Qual era a situação dessa ponte? Quando foi vistoriada por técnicos competentes? Queremos saber, temos esse direito.
É certo que o rio está quase sem leito, e muito arrozeiro sabe das causas.
Claro que nos interessa saber da dor das vítimas e queremos todos manifestar nossa solidariedade, mas queremos muito mais, é que os órgãos competentes façam funcionar as estruturas estatais, para que não voltem acontecer tragédias.
Quanto aos cuidados com o rio, todos somos um pouco responsáveis e creio que urge outro tratamento em relação aos rios.
Quanto a construções nos morros, é outro assunto urgente. Olho pros morros de Santa Maria e vejo que já existem construções nos morros. Onde estão os encarregados de fiscalizar e de licenciar? E não são só casas de pobres, são mansões. Já não tem tragédias suficientes para demonstrar os perigos? Estou farta de notícias pobres e apelativas. Notícias que entristecem e que só deixam o medo e a incerteza.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Impossível não se irritar
Sei que, ao ler jornais, vou me irritar com certas versões, mas as vezes, coisas que, talvez, passem despercebidas por muitos, me parecem mais perigosas e irritantes, porque parecem naturais e estas são as que vão construindo paradigmas.O Diário do dia 5 me deixou muito irritada com duas situações.
Irritação número um: o jantar dos Destaques de 2009, que o Instituto São José ofereceu para autoridades. Considerando que o Instituto é uma escola confessional, da igreja católica, de formação de futuros padres, não deveria Puxar saco de nenhuma autoridade e muito menos formular elogios muuuuuuito questionáveis. Dar o título de reconhecimento a Otomar Vivian (casa Civil do Estado), pela "capacidade de Doação e diálogo"? O que será que os servidores estaduais acham disso? Certamente nunca dialogou com as categorias de trabalhadores do estado, pelo menos não com os professores, que eu sei. Nesses moldes foram homenageados O Pe. Lauro, Pedro Aguirre, Shirmer, etc. E quem entregou os títulos foi o bispo Dom Helio Rubert. Este certamente teria coisas mais relevantes e mais cristãs, para fazer. Irritante mesmo! Sem falar que é difícil imaginar sobre que fatos o Instituto se baseou para formular os títulos. A gente sabe que na Igreja hierárquica e oficial quase sempre teve namoro e conivência com o poder constituído. Mas esse jantar exagerou na dose. Lamentável! Creio que seria conveniente para o Instituto, para ficar bem na foto com todos os lados que compõem o poder, ser mais sóbrio e abandonar a tática de puxar o saco das autoridades, para manter a escola confessional funcionando.Diálogo sim, puxassaquismo não. Isso nada tem a ver com Jesus Cristo, certamente.
Irritação número dois: É um comentário sobre o visual, que a ex Big-Brother Grazi Massafera terá que adotar,na próxima novela das 19 horas, para a composição de seu personagem, que me pareceu incoveniente e sugere um baita preconceito: Vou apenas transcrever a frase escrita no jornal, ela diz tudo:
"Para abandonar o visual angelical, Grazi escureceu o cabelo e aparecerá com tatuagens enigmáticas e um figurino muito sensual". (ela fará o papel de má, de vilã). Atenção todas as morenas e todos os que usam tatuagens e todas as sensuais: podem significar características de pessoas más. Frases sem efeito? Penso que é assim que se constroem os paradigmas.
Irritação número um: o jantar dos Destaques de 2009, que o Instituto São José ofereceu para autoridades. Considerando que o Instituto é uma escola confessional, da igreja católica, de formação de futuros padres, não deveria Puxar saco de nenhuma autoridade e muito menos formular elogios muuuuuuito questionáveis. Dar o título de reconhecimento a Otomar Vivian (casa Civil do Estado), pela "capacidade de Doação e diálogo"? O que será que os servidores estaduais acham disso? Certamente nunca dialogou com as categorias de trabalhadores do estado, pelo menos não com os professores, que eu sei. Nesses moldes foram homenageados O Pe. Lauro, Pedro Aguirre, Shirmer, etc. E quem entregou os títulos foi o bispo Dom Helio Rubert. Este certamente teria coisas mais relevantes e mais cristãs, para fazer. Irritante mesmo! Sem falar que é difícil imaginar sobre que fatos o Instituto se baseou para formular os títulos. A gente sabe que na Igreja hierárquica e oficial quase sempre teve namoro e conivência com o poder constituído. Mas esse jantar exagerou na dose. Lamentável! Creio que seria conveniente para o Instituto, para ficar bem na foto com todos os lados que compõem o poder, ser mais sóbrio e abandonar a tática de puxar o saco das autoridades, para manter a escola confessional funcionando.Diálogo sim, puxassaquismo não. Isso nada tem a ver com Jesus Cristo, certamente.
Irritação número dois: É um comentário sobre o visual, que a ex Big-Brother Grazi Massafera terá que adotar,na próxima novela das 19 horas, para a composição de seu personagem, que me pareceu incoveniente e sugere um baita preconceito: Vou apenas transcrever a frase escrita no jornal, ela diz tudo:
"Para abandonar o visual angelical, Grazi escureceu o cabelo e aparecerá com tatuagens enigmáticas e um figurino muito sensual". (ela fará o papel de má, de vilã). Atenção todas as morenas e todos os que usam tatuagens e todas as sensuais: podem significar características de pessoas más. Frases sem efeito? Penso que é assim que se constroem os paradigmas.
Matiné com pipoca
Cinema de tarde, numa quarta-feira, com a filha Alice,meu marido Irineu e minha mãe, de 84 anos, foi inédito e programa possível graças a estarmos aposentados. Que bom poder dispor de tempo livre e fazer coisas que não tínhamos tempo de fazer em outros tempos.
Fomos ver o filme LULA, O FILHO DO BRASIL. Compramos uns exagerados sacos de pipoca, doce e salgada e lá estávamos nós, faceiros, a mãe toda atenta e sempre comendo pipoca.
Gostei do filme, tirando pequenos clichês, na tentativa de acertar o modo de ser do Lula, o filme é emocionante. Não é um filme que pretendeu mostrar a competência do Lula, a sua trajetória partidária e de governante. Mostrou sua trajetória pessoal, seu êxodo, a dureza da sua vida, suas perdas, seu lado humano nas relações com a familia, com seus amores, com o sindicato. Um pouco de sua liderança sindical, sua prisão, mas sobretudo sua relação com a mãe e a influência desta no modo de ser e de agir do Lula. Nisso o filme pareceu-me muito fiel. Pelo que sei. Fomos contemporâneos do Lula na luta contra a ditadura, na fundação do PT e assinamos e pegamos assinaturas pela libertação do Lula. Me emocionei muito porque fiz parte dessa história.
A mãe também gostou. Conversamos sobre isso com ela e, apesar da dificuldade de ouvir tudo o que é falado no filme, ela está disposta e sair mais com a gente para esses programas de matiné. Assim chamávamos, na minha juventude, os cinemas à tarde. Bom mesmo, valeu e adorei a presença da Alice, que já conhecia o cinema do Royal Plaza. Nós ainda somos caipiras em Santa maria, vindos do interior. Mas estamos aprendendo. Vamos longe!
Fomos ver o filme LULA, O FILHO DO BRASIL. Compramos uns exagerados sacos de pipoca, doce e salgada e lá estávamos nós, faceiros, a mãe toda atenta e sempre comendo pipoca.
Gostei do filme, tirando pequenos clichês, na tentativa de acertar o modo de ser do Lula, o filme é emocionante. Não é um filme que pretendeu mostrar a competência do Lula, a sua trajetória partidária e de governante. Mostrou sua trajetória pessoal, seu êxodo, a dureza da sua vida, suas perdas, seu lado humano nas relações com a familia, com seus amores, com o sindicato. Um pouco de sua liderança sindical, sua prisão, mas sobretudo sua relação com a mãe e a influência desta no modo de ser e de agir do Lula. Nisso o filme pareceu-me muito fiel. Pelo que sei. Fomos contemporâneos do Lula na luta contra a ditadura, na fundação do PT e assinamos e pegamos assinaturas pela libertação do Lula. Me emocionei muito porque fiz parte dessa história.
A mãe também gostou. Conversamos sobre isso com ela e, apesar da dificuldade de ouvir tudo o que é falado no filme, ela está disposta e sair mais com a gente para esses programas de matiné. Assim chamávamos, na minha juventude, os cinemas à tarde. Bom mesmo, valeu e adorei a presença da Alice, que já conhecia o cinema do Royal Plaza. Nós ainda somos caipiras em Santa maria, vindos do interior. Mas estamos aprendendo. Vamos longe!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
De volta
Voltamos todos ao cotidiano, diferente um pouco, porque Santa Maria está com menos gente. A maioria já está de férias. Ainda estamos meio de ressaca, de festas, gastos, viagens. Muita roupa suja pra lavar, arrumações pós-festas e viagens, balanço nas finanças...e as notícias. Gente acidentada, soterrada, depoimentos tristes, tudo bem ampliado e exageradamente divulgado pela mídia.
Hoje no jornal da RBS eles noticiaram os afogados das praias do RS.Algumas histórias, além de tristes, se prestam para o Sr. Lazier Martins, apelar e "sentar o pau" nos políticos, fazendo insinuações, superdimensionando os fatos, misturando situações e criando um caldo de indignação. Primeiro relataram que tres irmãos sofreram afogamento na praia de Imbé, bem em frente a uma guarita, onde deveria estar um salva-vidas, que não estava lá. Morreu uma menina de 12 anos e seus outros irmãos estavam no hospital em estado grave. Todos menores. Depois ele reclamou do estado precário das guaritas.Lamentável, de verdade, a dor dos familiares, mas o afogamento não aconteceu por causa do estado das guaritas e sim porque não havia salva-vidas.Lazie aconselhou os pais a processarem as autoridades para exigir indenização. Mas não explicou quem é o responsável pela contratação de salva-vidas: Prefeitura ou Estado?
Fica outra pergunta: quem são os responsáveis pelos filhos menores? Onde estavam os pais dessas crianças? Creio que não dá para ir à praia e esperar que os outros cuidem de nossos filhos. Nem sempre, é certo, os pais podem controlar tudo,mas não dá para sair procurando culpados. É lamentável.
Sobre o estado das guaritas, um repórter, querendo enfatizar a relevância do assunto, confirmou e mostrou a precariedade das guaritas, com os postes de sustentação corroídos pelos cupins e largou essa pérola: "VIRTUALMENTE essas guaritas precisam de reformas". Imaginem, será que é virtualmente, ou será urgentemente, ou efetivamente, ou literalmente...? Sei lá, dizem de tudo!
Creio que, de fato, há muita negligência com a vida. Cuidar é fundamental, é prioridade. Toda atenção é sempre pouca frente aos perigos, mas não dá para deixar de viver! Fico triste porque nestes feriadões morrem tantos jovens. Precisamos todos colaborar mais, cuidar melhor de nossos jovens, crianças e idosos.
Hoje no jornal da RBS eles noticiaram os afogados das praias do RS.Algumas histórias, além de tristes, se prestam para o Sr. Lazier Martins, apelar e "sentar o pau" nos políticos, fazendo insinuações, superdimensionando os fatos, misturando situações e criando um caldo de indignação. Primeiro relataram que tres irmãos sofreram afogamento na praia de Imbé, bem em frente a uma guarita, onde deveria estar um salva-vidas, que não estava lá. Morreu uma menina de 12 anos e seus outros irmãos estavam no hospital em estado grave. Todos menores. Depois ele reclamou do estado precário das guaritas.Lamentável, de verdade, a dor dos familiares, mas o afogamento não aconteceu por causa do estado das guaritas e sim porque não havia salva-vidas.Lazie aconselhou os pais a processarem as autoridades para exigir indenização. Mas não explicou quem é o responsável pela contratação de salva-vidas: Prefeitura ou Estado?
Fica outra pergunta: quem são os responsáveis pelos filhos menores? Onde estavam os pais dessas crianças? Creio que não dá para ir à praia e esperar que os outros cuidem de nossos filhos. Nem sempre, é certo, os pais podem controlar tudo,mas não dá para sair procurando culpados. É lamentável.
Sobre o estado das guaritas, um repórter, querendo enfatizar a relevância do assunto, confirmou e mostrou a precariedade das guaritas, com os postes de sustentação corroídos pelos cupins e largou essa pérola: "VIRTUALMENTE essas guaritas precisam de reformas". Imaginem, será que é virtualmente, ou será urgentemente, ou efetivamente, ou literalmente...? Sei lá, dizem de tudo!
Creio que, de fato, há muita negligência com a vida. Cuidar é fundamental, é prioridade. Toda atenção é sempre pouca frente aos perigos, mas não dá para deixar de viver! Fico triste porque nestes feriadões morrem tantos jovens. Precisamos todos colaborar mais, cuidar melhor de nossos jovens, crianças e idosos.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Feliz Ano Novo
Eu, meu marido Irineu, meu filho Pedro e minha filha Silvana passamos o último dia do ano e o primeiro do novo ano no Rincão de Lourdes, Caçapava do sul, na beira do Picó (riacho). Que beleza! Sem nenhum barulho de carros,( só dos fogos na noite da virada),dormindo em barracas, sob um luar fantástico. A família Dalmaso, o ramo do meu marido,(eram 10 irmãos, alguns já falecidos), é muito grande. De algumas décadas para cá, deram de se reunir a cada início de ano. Os dalmasos e seus "enxertos", formados por tres gerações,tornam o encontro interessante por sua diversidade. Sempre tementos que nascem. Alguns começando a viver, outros despedindo-se da vida.
A cada ano a gente resgata a história dos mais velhos e se homenageia quem alcança os setenta anos. Claro que só os do mesmo sangue, e como diz um sobrinho do meu marido, "cunhadas e cunhados não são parentes".
Mas o que importa é que a gente canta muito, come muito, toma banho no picó, dá muita rizada e toma muuuuuuita cerveja.
No mais a gente foge das festas consumistas e sem sentido. Lá a gente busca estar junto com as pessoas que nos são caras, tenta resgatar o que realmente importa na vida: a simplicidade,o convívio com a natureza, a fraternidade, a partilha.
Com essa motivação, eu e o Irineu queríamos expressar nosso desejo de que em 2010 o mundo seja um lugar menos ameaçador à vida: que caiam todos os muros, que nos envergonham tanto, que mais terra e mais riquezas sejam partilhadas, que todos consigam morar em locais seguros, que se construam estradas longe das encostas, respeitando a natureza, que cessem os extermínios de índios. Que todos possam se alimentar sem excessos, sem veneno. Que todos sejam cuidados por pessoas que as amam. Que os familiares não esqueçam seus idosos. Que não falte amor e acolhimento a todas as crianças. Que as escolas sejam lugar de encontro comunitário e de liberdade para aprender o amor, a conversação, o diálogo verdadeiro, a pesquisa e a criatividade.
Que todos possam ser, pelo menos um pouco, mais felizes. Desejo felicidade verdadeira a todos os meus irmãos e irmãs, meus cunhados, cunhadas, sobrinhos e sobrinhas, amigos, filhos queridos, meus genros e nora. Que sejamos pacientes, amigos e muito alegres.
A cada ano a gente resgata a história dos mais velhos e se homenageia quem alcança os setenta anos. Claro que só os do mesmo sangue, e como diz um sobrinho do meu marido, "cunhadas e cunhados não são parentes".
Mas o que importa é que a gente canta muito, come muito, toma banho no picó, dá muita rizada e toma muuuuuuita cerveja.
No mais a gente foge das festas consumistas e sem sentido. Lá a gente busca estar junto com as pessoas que nos são caras, tenta resgatar o que realmente importa na vida: a simplicidade,o convívio com a natureza, a fraternidade, a partilha.
Com essa motivação, eu e o Irineu queríamos expressar nosso desejo de que em 2010 o mundo seja um lugar menos ameaçador à vida: que caiam todos os muros, que nos envergonham tanto, que mais terra e mais riquezas sejam partilhadas, que todos consigam morar em locais seguros, que se construam estradas longe das encostas, respeitando a natureza, que cessem os extermínios de índios. Que todos possam se alimentar sem excessos, sem veneno. Que todos sejam cuidados por pessoas que as amam. Que os familiares não esqueçam seus idosos. Que não falte amor e acolhimento a todas as crianças. Que as escolas sejam lugar de encontro comunitário e de liberdade para aprender o amor, a conversação, o diálogo verdadeiro, a pesquisa e a criatividade.
Que todos possam ser, pelo menos um pouco, mais felizes. Desejo felicidade verdadeira a todos os meus irmãos e irmãs, meus cunhados, cunhadas, sobrinhos e sobrinhas, amigos, filhos queridos, meus genros e nora. Que sejamos pacientes, amigos e muito alegres.
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