Parece fácil, mas não é. Os bebês, diferentes dos outros animais, nascem muito dependentes. Precisam aprender quase tudo, para sobreviverem. Precisam de cuidados constantes.
Mamar é o que sabem. Sugar e, qualquer mal-estar, eles manifestam com a boca, como se quisessem, sempre, sugar.
E as mães, mesmo sabendo disso, caem na tentação e dão mais e mais mamá.
E quando o bebê nasce com refluxo, a reação a cada mamada é o desconforto. Aí é preciso ter paciência: segurá-lo e cuidá-lo para que o leite não volte e cuidar para não cair em tentação de dar demais leitinho do peito.
Mas os cuidados dão prazer, valem a pena. Por tudo isso se justifica e se entende como fundamental, a licença maternidade. Ela é extremamente importante e é para dar garantia de cuidados ao bebê, que ela existe. Não é férias, não é privilégio para a mãe. E não basta isso, é preciso ajudar a mãe. O pai precisa participar, e as tias e as avós, também são bem-vindas, sem interferir, muito, nas orientações dos pediatras.
Foi para tentar ajudar, mas principalmente para curtir a Cecília, que estivemos em Santo Ângelo, no último final de samena.
Minha sensibilidade aflorou,minhas lembranças de mãe de quatro filhos também. Foi maravilhoso cuidar da minha sobrinha Cecília! É uma menina linda, saudável, embora com esse probleminha do refluxo, que, realmente exige cuidados.
A mãe Carla e o pai Adriano, são incansáveis, amorosos e sensíveis. Gostei de ve-los cuidando da cria. Bonito mesmo!
Pensando no que escrevi antes, sobre a violência, fico considerando que absurdo tanto desrespeito à vida. Penso que foi preciso tanto cuidado para criar cada ser humano. Que direito têm, alguns, de agredir dessa forma, os filhos que parimos, cuidamos e presenteamos ao mundo?
O que o mundo faz com nossos filhos? O que nossos filhos fazem com o mundo?
Parece difícil criar os bebês, eu digo que é a parte mais fácil e mais gratificante. Quando crescem, tudo fica mais dificil! Certamente desejamos que nossos filhos, contribuam para que o mundo seja um lugar bom, para todos viverem.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
BRUTALIDADE IMPERDOÁVEL
Tenho lido textos de pessoas indignadas com o Bulling, deputados fazendo projetos de lei sobre o tema, outros legislando para proibir as pulseiras do sexo, entre outras coisas. Nada contra, embora entenda, que não se modifica tais coisas com leis.
Mas não tenho lido quase nada sobre alguns episódios que aconteceram dias atráz e que, parece, causaram pouca indignação e nem surpresa. Será que estamos nos acostumando com a barbárie?
Vamos aos fatos:
A Globo fez uma reportagem sobre os moradores de rua, em São Paulo. Dois dias depois um grupo de motoqueiros, durante a noite, atiraram para matar em seis moradores de rua, que dormiam sob um viaduto. Um sobreviveu, não sei até quando. Pergunta: a quem interessa a morte dessas pessoas? Por que matá-las? Porque sujam a rua? Medo que roubem para comer? Qual é a ameaça? E ficou por isso, não se soube mais nada, a não ser que "a polícia não tem pista dos assassinos". Será que não?
No outro dia, outra notícia terrível. A polícia faz sinal para um motoboy parar, a moto estava sem placa. O motoqueiro, de 19 ou 20 anos, não lembro bem, pára a uns 100 ms. da abordagem, em frente a casa onde mora, com a mãe. A polícia vai até lá, e embora o rapaz e a mãe tentem explicar, espancam-no até a morte, sob os gritos da mãe, na sua frente, sem nenhuma chance. O rapaz errou? Talvez, mas então multe, recolha a moto, há penas para isso. Não, a "segurança policial", julgou, condenou e executou, ali mesmo, sob o olhar aterrorizado da mãe, e com a omissão de todos que, certamente, presenciaram.
Entrevistada, a mãe falou:" a quem eu poderia recorrer, se quem deveria nos proteger estava matando meu filho"?
Me ocorreu pensar, que talvez por isso, algumas pessoas se sentem mais protegidas pelos bandidos. Quem sabe a mãe devesse ter algum bandido para chamar, já que a polícia era o bandido naquele momento?
E tem mais: o dinheiro merece cuidados, a pessoa humana não. Falo do aposentado, portador de um marcapasso, que não conseguia entrar no Banco, para fazer suas transações bancárias, porque o detector de metal, lhe barrava entrada.
Ao explicar, como sempre fazia, ao guarda ( um sujeito imbecil, embrutecido ou aterrorizado, portador de síndrome de pânico, quem sabe, ou louco mesmo) , discutem, o guarda teima e, por fim, dá um tiro na cabeça do cidadão. Morreu e a familia doou os órgãos, generosamente.
Será que o sujeito ficou assustado, imaginou que o Banco seria assaltado pelo cidadão, portador de marcapasso? Que orientação o paranóico guarda recebeu? Que formação teve? Detalhe: a vítima era negra. Tem algo a ver? Não sei, mas que tem gente racista, isso tem!
Sei que ninguém gosta de ler coisas ruins, mas escrevo porque preciso socializar minha inconformidade com esses acontecimentos. Que os bandidos matem, continua abominável, mas são bandidos, mas o Estado (através de seus brutamontes) mata, bate, tortura...
Sei de um conhecido, gente boa, aqui de Sta. Maria, que, por esses dias, foi espancado porque estava pixando (grafitando). É uma infração? Por que a Brigada se invoca com um grafiteiro? Pessoalmente acho que tem tanta poluição, inclusive a visual, que as pixações (a arte dos grafiteiros) são bonitas. MAS VOLTANDO À VIOLÊNCIA, A BRIGADA NÃO TEM QUE BATER EM NINGUÉM. QUEM ESTÁ DANDO ESSE TIPO DE ORIENTAÇÃO? E depois a sociedade se espanta, com o crescimento da violência, nas práticas do Bulling na escola? Será que não há mesmo nenhuma relação?
Há quem entenda que tem que bater mesmo, isso é que é triste! O Estado e seus brutamontes me inspiram medo, insegurança.
Como educadora eu me pergunto: O que ensinar aos alunos e filhos sobre as "autoridades" que deveriam garantir o respeito e a vida das pessoas? Devemos alertar, talvez, sobre a periculosidade daqueles que deveriam garantir a segurança pública?
Mas não tenho lido quase nada sobre alguns episódios que aconteceram dias atráz e que, parece, causaram pouca indignação e nem surpresa. Será que estamos nos acostumando com a barbárie?
Vamos aos fatos:
A Globo fez uma reportagem sobre os moradores de rua, em São Paulo. Dois dias depois um grupo de motoqueiros, durante a noite, atiraram para matar em seis moradores de rua, que dormiam sob um viaduto. Um sobreviveu, não sei até quando. Pergunta: a quem interessa a morte dessas pessoas? Por que matá-las? Porque sujam a rua? Medo que roubem para comer? Qual é a ameaça? E ficou por isso, não se soube mais nada, a não ser que "a polícia não tem pista dos assassinos". Será que não?
No outro dia, outra notícia terrível. A polícia faz sinal para um motoboy parar, a moto estava sem placa. O motoqueiro, de 19 ou 20 anos, não lembro bem, pára a uns 100 ms. da abordagem, em frente a casa onde mora, com a mãe. A polícia vai até lá, e embora o rapaz e a mãe tentem explicar, espancam-no até a morte, sob os gritos da mãe, na sua frente, sem nenhuma chance. O rapaz errou? Talvez, mas então multe, recolha a moto, há penas para isso. Não, a "segurança policial", julgou, condenou e executou, ali mesmo, sob o olhar aterrorizado da mãe, e com a omissão de todos que, certamente, presenciaram.
Entrevistada, a mãe falou:" a quem eu poderia recorrer, se quem deveria nos proteger estava matando meu filho"?
Me ocorreu pensar, que talvez por isso, algumas pessoas se sentem mais protegidas pelos bandidos. Quem sabe a mãe devesse ter algum bandido para chamar, já que a polícia era o bandido naquele momento?
E tem mais: o dinheiro merece cuidados, a pessoa humana não. Falo do aposentado, portador de um marcapasso, que não conseguia entrar no Banco, para fazer suas transações bancárias, porque o detector de metal, lhe barrava entrada.
Ao explicar, como sempre fazia, ao guarda ( um sujeito imbecil, embrutecido ou aterrorizado, portador de síndrome de pânico, quem sabe, ou louco mesmo) , discutem, o guarda teima e, por fim, dá um tiro na cabeça do cidadão. Morreu e a familia doou os órgãos, generosamente.
Será que o sujeito ficou assustado, imaginou que o Banco seria assaltado pelo cidadão, portador de marcapasso? Que orientação o paranóico guarda recebeu? Que formação teve? Detalhe: a vítima era negra. Tem algo a ver? Não sei, mas que tem gente racista, isso tem!
Sei que ninguém gosta de ler coisas ruins, mas escrevo porque preciso socializar minha inconformidade com esses acontecimentos. Que os bandidos matem, continua abominável, mas são bandidos, mas o Estado (através de seus brutamontes) mata, bate, tortura...
Sei de um conhecido, gente boa, aqui de Sta. Maria, que, por esses dias, foi espancado porque estava pixando (grafitando). É uma infração? Por que a Brigada se invoca com um grafiteiro? Pessoalmente acho que tem tanta poluição, inclusive a visual, que as pixações (a arte dos grafiteiros) são bonitas. MAS VOLTANDO À VIOLÊNCIA, A BRIGADA NÃO TEM QUE BATER EM NINGUÉM. QUEM ESTÁ DANDO ESSE TIPO DE ORIENTAÇÃO? E depois a sociedade se espanta, com o crescimento da violência, nas práticas do Bulling na escola? Será que não há mesmo nenhuma relação?
Há quem entenda que tem que bater mesmo, isso é que é triste! O Estado e seus brutamontes me inspiram medo, insegurança.
Como educadora eu me pergunto: O que ensinar aos alunos e filhos sobre as "autoridades" que deveriam garantir o respeito e a vida das pessoas? Devemos alertar, talvez, sobre a periculosidade daqueles que deveriam garantir a segurança pública?
sábado, 8 de maio de 2010
"À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS"
Um dia fui contadora e encarregada de efetuar os pagamentos para os empregados da empresa em que eu trabalhava. Década de 70. Faz tempo e eu tenho saudades.
Dia 30 de cada mês. Sempre tinha alguém a me perguntar: _ Já veio a grana? A que horas sai?
Eu respondia: _ Estou fazendo os envelopes, antes das 6, sai.
E saia. A gente entregava ao empregado um envelope. Do lado de fora estavam os cálculos: valor bruto, mais as horas extras, menos o INPS, menos os adiantamentos, mais o Salário Familia e o valor líquido. Mais ou menos isso e dentro o pagamento, em cédulas. Uns envelopes mais pesados, outros mais leves, conforme o salário e os adiantamentos.
Alguns, com remuneração mais elevada, podiam optar se queriam o pagamento em espécie, ou se preferiam que o dinheiro fosse depositado em sua conta bancária. Estes, recebiam apenas o envelope com os cálculos. O Dinheiro estava disponível no banco e o empregado sabia, que para retirá-lo, deveria ir até o Banco, em dia útil, no horário de expediente, fazer um cheque para sacá-lo, diretamente no caixa.
Hoje tem os caixas eletrônicos e pode-se sacar valores, inclusive nos finais de semana e após o horário de expediente. Que beleza! A gente é obrigado a ter conta bancária, pagar taxas compulsórias e não há opção. Tem que ser assim. É mais seguro e cômodo.
Será mesmo?
Não foi o que aconteceu hoje. Fui ao Banrisul, retirar a aposentadoria da minha mãe. 520,00.
Havia filas de gente "tentando " sacar. Olhares perplexos, caras contrariadas, cochichos discretos mas irritados.
Pensei: _ que gente mal humorada!
Postei-me frente a máquina, certa de que sairia com a aposentadoria. Fiz isso na Caixa Federal e tudo deu certo, por que no Banrisul não daria?
Teclei ENTER, passei o cartão, digitei a senha, cliquei o numero 6, para sacar qualquer valor, mais senha e o aviso: valor solicitado indisponível. Tentei diversas vezes em mais meia dúzia de máquinas, NADA. Tecla de novo, tudo de novo, tecla, tecla, tecla...
Outras pessoas faziam o mesmo. Por que os valores não estavam disponíveis? Havia saldo, tinha olhado o valor. Tentei valores menores, NADA. Acima de 100,00, ninguém retirava. Ninguém para explicar, nem um avisinho que seja.
Por que não se pode retirar o que lhe é de direito? E se a pessoa precisa muuuuuuito desse dinheiro? Quem decidiu que 100,00 é suficiente?
A quem recorrer?
Por um instante me invadiu uma fúria! Olhei ao redor e se encontrasse ali uma marreta, um machado, uma foice, uma barra de ferro, uma cadeira...Ah, eu até poderia ir presa, mas eu ia desfechar golpes e fazer em pedaços a máquina eletrônica. Quem sabe outros me acompanhavam! Resmunguei, suspirei fundo e sai. Paciência! Sei que me irrito à toa.
Pouco antes havia passado numa farmácia: medicamento para minha mãe.
Dei o nome, a vendedora abaixou-se, olhou na parte de baixo da prateleira, não achou, voltou ao computador, bem ali: tecla, tecla, tecla, tecla...ah, agora sim, abaixou-se novamente, no mesmo lugar de antes e achou. Que bom! Ela já havia me advertido que achava que não tinha mais. Ufa, que alívio!
Voltou-se para mim e falou: _ A senhora não que aproveitar nossa promoção e levar paracetamol? Pensei: que promoção! Não, afirmei. _ Tem certeza, está com bom preço.
Pensei: _ comprar só porque está na promoção? Repeti: _ Não estou precisando, obrigada.
Ela me olhou e disse: _ Feliz Dia das mães!
Pensei:
sabe ela se sou mãe! Sorri e disse: _ para você também!
Por que será que me senti desconfortável?
Dia 30 de cada mês. Sempre tinha alguém a me perguntar: _ Já veio a grana? A que horas sai?
Eu respondia: _ Estou fazendo os envelopes, antes das 6, sai.
E saia. A gente entregava ao empregado um envelope. Do lado de fora estavam os cálculos: valor bruto, mais as horas extras, menos o INPS, menos os adiantamentos, mais o Salário Familia e o valor líquido. Mais ou menos isso e dentro o pagamento, em cédulas. Uns envelopes mais pesados, outros mais leves, conforme o salário e os adiantamentos.
Alguns, com remuneração mais elevada, podiam optar se queriam o pagamento em espécie, ou se preferiam que o dinheiro fosse depositado em sua conta bancária. Estes, recebiam apenas o envelope com os cálculos. O Dinheiro estava disponível no banco e o empregado sabia, que para retirá-lo, deveria ir até o Banco, em dia útil, no horário de expediente, fazer um cheque para sacá-lo, diretamente no caixa.
Hoje tem os caixas eletrônicos e pode-se sacar valores, inclusive nos finais de semana e após o horário de expediente. Que beleza! A gente é obrigado a ter conta bancária, pagar taxas compulsórias e não há opção. Tem que ser assim. É mais seguro e cômodo.
Será mesmo?
Não foi o que aconteceu hoje. Fui ao Banrisul, retirar a aposentadoria da minha mãe. 520,00.
Havia filas de gente "tentando " sacar. Olhares perplexos, caras contrariadas, cochichos discretos mas irritados.
Pensei: _ que gente mal humorada!
Postei-me frente a máquina, certa de que sairia com a aposentadoria. Fiz isso na Caixa Federal e tudo deu certo, por que no Banrisul não daria?
Teclei ENTER, passei o cartão, digitei a senha, cliquei o numero 6, para sacar qualquer valor, mais senha e o aviso: valor solicitado indisponível. Tentei diversas vezes em mais meia dúzia de máquinas, NADA. Tecla de novo, tudo de novo, tecla, tecla, tecla...
Outras pessoas faziam o mesmo. Por que os valores não estavam disponíveis? Havia saldo, tinha olhado o valor. Tentei valores menores, NADA. Acima de 100,00, ninguém retirava. Ninguém para explicar, nem um avisinho que seja.
Por que não se pode retirar o que lhe é de direito? E se a pessoa precisa muuuuuuito desse dinheiro? Quem decidiu que 100,00 é suficiente?
A quem recorrer?
Por um instante me invadiu uma fúria! Olhei ao redor e se encontrasse ali uma marreta, um machado, uma foice, uma barra de ferro, uma cadeira...Ah, eu até poderia ir presa, mas eu ia desfechar golpes e fazer em pedaços a máquina eletrônica. Quem sabe outros me acompanhavam! Resmunguei, suspirei fundo e sai. Paciência! Sei que me irrito à toa.
Pouco antes havia passado numa farmácia: medicamento para minha mãe.
Dei o nome, a vendedora abaixou-se, olhou na parte de baixo da prateleira, não achou, voltou ao computador, bem ali: tecla, tecla, tecla, tecla...ah, agora sim, abaixou-se novamente, no mesmo lugar de antes e achou. Que bom! Ela já havia me advertido que achava que não tinha mais. Ufa, que alívio!
Voltou-se para mim e falou: _ A senhora não que aproveitar nossa promoção e levar paracetamol? Pensei: que promoção! Não, afirmei. _ Tem certeza, está com bom preço.
Pensei: _ comprar só porque está na promoção? Repeti: _ Não estou precisando, obrigada.
Ela me olhou e disse: _ Feliz Dia das mães!
Pensei:
sabe ela se sou mãe! Sorri e disse: _ para você também!
Por que será que me senti desconfortável?
domingo, 2 de maio de 2010
Primeiro de maio

DIA DO TRABALHADOR e NÃO dia do Trabalho.
O Primeiro de Maio, qualquer livrinho de história relata, foi a data- símbolo das lutas e conquistas dos trabalhadores, contra a opressão, exploração e dominação do Trabalho: escravo, subordinado, explorado...
A imprensa fala, de maneira geral, no dia do Trabalho. Não é por acaso, é ideológico, é o fetiche, o domínio da ideologia do Trabalho, como centralidade da vida.
O trabalho é meio de suprir necessidades, pode ser forma de realização, mas não pode significar o centro da existência humana, é uma das dimensões. Essa idéia de que a referencia da pessoa é o trabalho, é uma construção das Instituições da Modernidade, ajudada pelas religiões. Nos protestantes (ingleses) isso é muito forte e na Igreja Católica também.
No editorial do Diário de Santa Maria, li o seguinte:
"as efemérides trabalhistas perdem seu viés ideológico para ganhar uma feição mais pragmática". E mais:
"o importante é dar flexibilidade à legislação, como instrumento para a ampliação do mercado de trabalho e para a própria valorização das vagas existentes e das que são abertas pelo desenvolvimento do país..." e blá blá blá...que verborréia ideológica o editorial faz!
O que eles querem insinuar com "ideológico"? As lutas por salários justos, jornadas e condições de trabalho mais humanas, os enfrentamentos contra o sofrimento, a exploração, a mais-valia brutal sobre o trabalho, é o que eles chamam de ideológicas?
Quais serão as investidas ideológicas do Capital?
E o que eles querem dizer com "flexibilização"? Não será a retirada de históricas e sofridas conquistas dos trabalhadores? Querem poder explorar mais, praticar o trabalho escravo, sem obrigações trabalhistas? Isso não é ideológico? Talvez seja esse discurso, que procura liquidar com as conquistas dos trabalhadores, o endeusamento do mercado, etc. isso é metralhado, via imprensa, todos os dias.
E teminam afirmando que "o trabalho.. .é a maneira que a humanidade encontrou para sobreviver com dignidade e para fazer as civilizações avançarem"...Mas que pobreza!
As civilizações vão avançar quando superarem a escravidão e a subordinação do domínio da ideologia do trabalho. Tem tanta riqueza para distribuir, tem tanta vida cultural para curtir, tem tantos afetos, tanta natureza, tanta arte, tanta vida para viver! E construídas por nós, os humanos viventes e não o Mercado e não o Capital, porra!
Ah e tem acontecimentos que me fazem retornar no tempo que a história conta: acontecimentos pré-Modernos: o que significa a MARCHA DE JESUS CONTRA O CRAK, no dia dos Trabalhadores? Parece o prÉ-Moderno com o pós-moderno (o Crack)!
Bem, o Dia dos Trabalhadores está muito desfigurado: algumas Centrais Sindicais, fazem muuuuuuita festa, distribuem premios, etc... o que temos para festejar, hoje? O que ameaça os trabalhadores, hoje? Quais são as lutas e como realizá-las? Essas são perguntas que me ocorrem neste dia: o dia dos TRABALHADORES.
CHEIROS E SONS

Feriado de primeiro de maio. Pelos cheiros, percebi que a grande maioria das familias do prédio onde moro, ficou em casa.
Durante todo o dia, mesmo sem a gente sair do apartamento, ele manifestava vida ativa e coisa boa da vida: o prazer dos alimentos. E pelo cheiro, muita coisa deliciosa!Cheiro de café, de bolo: baunilha, canela; cheiro de chá de frutas, de churrasco, de pipoca, etc.
Também contribuí com os cheiros: café de cafeteira italiana (que cheiro bom) e bolo de maçã com canela!
Claro que não são só esses cheiros, tem alguns que prefiro não comentar. O odor que mais me incomoda é aquele que sinto de madrugada (e não tem nada a ver com as pessoas, não fiquem pensando bobagens), falo do cheiro de combustíveis fósseis, que entra pela minha janela. Arg...espirro só de pensar!
E quanto aos sons?
É muito bom o som dos seres vivos: o canto dos galos, de madrugada (temos galos na visinhança), literalmente me acordo com o cantar dessas aves, e gosto de ficar ouvindo. Depois os cachorros (apesar de que esses gostam de uivar à noite, e destes não curto muito, prefiro os galos).
Também tem algum som de criança, da minha visinha Antonella (que todos já ouviram falar, pois já é uma personagem pública). Ouço o chorinho, que é raro, mas ela já dá uns gritinhos. Adoro!
Mas esses sons são tão frágeis! Na verdade nossos ouvidos ouvem, de dia e de noite, um som quase permanente: o som dos MOTORES. Os motores estão dominando o mundo. O som dos alarmes, que são acionados e desacionados a todo instante. São os motores de aparelhos eletrodomésticos, de lava-jatos, de furadeiras elétricas e de veículos de todos os tipos e tamanhos. Os piores são os ônibus e as MOTOS. Essas são as menores e as mais barulhentas.
Os sons agradáveis e sutis, já não ouvimos. Somos meio surdos e vamos ficar cada vez mais surdos. O dia inteiro tem motores funcionando. O som dos motores estão ocupando quase todos os espaços sonoros do mundo. Isso me incomoda.
Talvez por isso, aqueles que podem, trabalham na cidade e moram no interior: Arroio Grande, Silveira Martins, Itaara, etc. e nós saimos do interior e viemos procurar curtir as coisas boas da cidade. A urbanização é boa, mas precisaríamos organizá-la melhor: dar mais voz à vida.
Está acontecendo a feira do Livro (coisa boa da cidade) e não pude visitá-la ainda. Minha mãe está com pneumonia, dificuldade para se locomover. Exigindo cuidados especiais. Por conta disso tem filhos que vieram visitá-la, finalmente. Tenho me ocupado muito com isso. Mas esta semana vou.
Hoje, outro Grenal e meu time tá mal! Vou ter de conviver com um gremista em casa: muito educado, mas fico irritada com aquela cara de compaixão que ele faz para nós, os familiares colorados. Mas ele não consegue esconder o prazer de nos ver sofrer! Ai, ai...hoje vai ser f......
domingo, 25 de abril de 2010
Meu time perdeu

A semana começa no domingo, dizem. Esta começou com o Internacional (meu time) perdendo de 2 a zero, para o Gremio. Mereceu perder. Jogou mal, acho. Quando o jogo foi anunciado, durante a semana, cheguei a ter um desejo de ir a P.Alegre ver o jogo. Ainda bem que não fui. Só fui uma vez, o ano passado, num dia de temporal. Era jogo contra o Flamengo. Zero a Zero, um dia terrível, mas eu me diverti, foi uma aventura.
Ainda bem que a semana foi ótima. Acertei o pão de mandioca que fiz, ficou muito bom, acertei o bolo de chocolate. Uma semana calma, muitas leituras. Estudamos com a Alice sobre Aprendizagem inventiva, de Kastrup.Muito bons textos.
Dia 27 eu e o Leonardo temos aula com os alunos da UFSM de Silveira Martins, curso de PROCESSOS GERENCIAIS. Vamos trabalhar, com eles, sobre AS TRANSFORMAÇÕES DO TRABALHO E DA COOPERAÇÃO PRODUTIVA. Aí vamos trabalhar a Sociedade Pós-Industrial, o Trabalho Cognitivo, etc. Sobre isso estudei no meu mestrado, mas é preciso continuar estudando.
Também estou lendo para trabalhar com os alunos de pós-graduação em Gestão Escolar, do InstitutoFederal Farroupilha, em Julho de Castilhos, dia 15, com o tema GESTÃO ADMINISTRATIVA FINANCEIRA E PEDAGÓGICA. Sobre isso vou me focar em gestão escolar e contar minha experiência na Coordenadoria de educação, fazendo, é claro, comentários sobre a Legislação e seus limites e sobre as possibilidades no sistema escolar existente. Um desafio.
E ainda estou preparando um trabalho numa oficina do Congresso Internacional de Educação Popular, oferecido pelo MOBREC, em Santa Maria, nos dias 30 de maio a 2 de junho. A oficina que vou coordenar é sobre AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO HUMANIZADORA E EMANCIPATÓRIA. Claro que essa educação não existe. Então é isso que vou acabar trabalhando: educação emancipatória. Gosto desse tema.
Fora isso preciso cuidar da mãe, da casa, costurar, costumizar roupas (coisa que costumo fazer, pois não gosto de sair a comprar, sem tentar aproveitar o que tenho em casa). E gosto de costurar para as filhas e de cuidar da roupa do Pedro. É meu modo de dizer a eles que são muito amados.
Ainda tem a musculação, a dança.
Aliás terminamos a semana dançando na quinta, com direito a churrasco, e no sábado festejamos o aniversário da norinha querida, a Laura. Os quitutes estavam, como sempre, uma delícia.
Essa vida de aposentados está um agito. Claro, que eu e o Irineu fazemos TUDO a quatro mãos. Fica tudo mais fácil. Conto isso porque seguidamente percebo que as pessoas pensam que estar aposentado do emprego, significa não ter muito o que fazer e ter tempo sobrando. A diferença é que agora a gente pode escolher o que fazer, sem subordinação hierárquica.
Boa semana a todos os meus seguidores, que são poucos, mas são de qualidade.Eh Eh Eh...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Feriado
A chuva zebrou o passeio que o Pedro, o Irineu, a Alice eu, íamos fazer. Rivera. Não conheço ainda. Mesmo com pouco dinheiro, compraríamos algumas coisitas, entre elas azeite de Oliva. Não deu.
Aí fui pra cozinha e minha mão não estava boa: fiz um bolo que abatumou, um pão que ficou salgado, um frango xadres, que o Pedro não gostou e a mãe achou apimentado.
Me frustrei, porque gosto de cozinhar, para que as pessoas que amo, fiquem bem alimentadas e que sintam prazer em alimentar-se. Foi chato ver a mãe abandonar o prato e ir comer banana. Que fiasco!
Mas o dia foi agradável, com a presença do Pedro e da Alice.
O que gostei, em mim, foi da iniciativa de convidar a mãe a jogar cartas comigo. Inconscientemente quis compensar o fiasco do almoço.
O Pedro e a Alice se juntaram e foi ótimo. A mãe ria muito. Jogamos bisca e ela contava os pontos com facilidade. Me surpreendi. Tudo o que ela costumava fazer, ela faz bem feito. Tem dificuldade de aprender coisas novas, hábitos novos. Também com 84 anos, não é mole!
O bom é que ela constatou que precisa mesmo fazer a cirurgia de cataratas, que estava protelando. Percebeu que não distinguia bem as cartas, o número tres do cinco, por exemplo. Puxa, isso foi ótimo, porque ha dias eu tentava acertar isso com ela. Agora me autorizou a encaminhar o que for preciso: vai fazer a cirurgia. O jogo produziu esse resultado.
Eu e o Pedro fizemos dupla no jogo e ganhamos a maioria das partidas. Claro, mérito do Pedro porque sou ruim de jogo. Sou distraída e não memorizo as cartas que já apareceram. Mas vou progredir!
Também gostei de ver o documentário que a Alice trouxe, que abordou as torturas praticadas pelos americanos, contra os prisioneiros iraquianos, na invasão do Iraque. Aquelas cujas imagens foram mostradas na televisão. Outro dia comento sobre isso.
Aí fui pra cozinha e minha mão não estava boa: fiz um bolo que abatumou, um pão que ficou salgado, um frango xadres, que o Pedro não gostou e a mãe achou apimentado.
Me frustrei, porque gosto de cozinhar, para que as pessoas que amo, fiquem bem alimentadas e que sintam prazer em alimentar-se. Foi chato ver a mãe abandonar o prato e ir comer banana. Que fiasco!
Mas o dia foi agradável, com a presença do Pedro e da Alice.
O que gostei, em mim, foi da iniciativa de convidar a mãe a jogar cartas comigo. Inconscientemente quis compensar o fiasco do almoço.
O Pedro e a Alice se juntaram e foi ótimo. A mãe ria muito. Jogamos bisca e ela contava os pontos com facilidade. Me surpreendi. Tudo o que ela costumava fazer, ela faz bem feito. Tem dificuldade de aprender coisas novas, hábitos novos. Também com 84 anos, não é mole!
O bom é que ela constatou que precisa mesmo fazer a cirurgia de cataratas, que estava protelando. Percebeu que não distinguia bem as cartas, o número tres do cinco, por exemplo. Puxa, isso foi ótimo, porque ha dias eu tentava acertar isso com ela. Agora me autorizou a encaminhar o que for preciso: vai fazer a cirurgia. O jogo produziu esse resultado.
Eu e o Pedro fizemos dupla no jogo e ganhamos a maioria das partidas. Claro, mérito do Pedro porque sou ruim de jogo. Sou distraída e não memorizo as cartas que já apareceram. Mas vou progredir!
Também gostei de ver o documentário que a Alice trouxe, que abordou as torturas praticadas pelos americanos, contra os prisioneiros iraquianos, na invasão do Iraque. Aquelas cujas imagens foram mostradas na televisão. Outro dia comento sobre isso.
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