Ontem participamos de dois eventos de educação.
Em primeiro lugar quero comentar sobre o evento, promovido pelo MOBREC (Movimento de Educadores Cristãos) que, durante tres dias promoveu o X Congresso Internacional de Educação Popular. Tema: Vida e Educação: Buscando Alternativas Soidárias e Emancipatórias.
Além das palestras gerais para todos os inscritos, estes deveriam, também, escolher uma oficina na qual participariam e, se quisessem, poderiam apresentar trabalhos acadêmicos e/ou pesquisas de campo.
A mim coube coordenar uma das oficinas: Avaliação da aprendizagem na educação humanizadora e emancipatória.
Dez trabalhos foram apresentados. Só um tratou diretamente do tema. Alguns trabalhos muito fracos e conservadores, na minha opinião. Mas todos foram contribuições ao debate. Os assuntos mais abordados foram a educação para portadores de necessidades especiais, a violência, os distúrbios de atenção e o fracasso escolar.
Mas o que chamou a atenção mesmo foram dois trabalhos de extensão, com agentes comunitários de saúde, realizados por enfermeiras, de educação para a saúde.
Beleza as concepções e práticas dessas enfermeiras: educação horizontal, respeitando os contextos, considerando o saber popular, a partir de fatos da realidade, problematizados e em diálogo com os sujeitos. E nesse contexto, os conhecimentos técnicos iam sendo estudados.
Em relatos de professores não se viu essa clareza pedagógica.
Quanto à minha exposição sobre a avaliação, em educação emancipatória, fui passando a palavra e problematizando a cada trabalho apresentado.
A dificuldade, é claro, é encontrar práticas de educação emancipatória e muito menos avaliação para essas práticas.
No final tentei refletir com eles sobre isso. Falei trinta minutos. O que gostei foi dos debates durante as oficinas. Trabalhamos das 13:30 às 17:00. Cansei mas gostei, revi colegas, recebi abraços e uma xícara com a pintura da Vila Belga, bem bonita.
O SEGUNDO evento foi assistir um documentário, no Macondo, sobre os pixadores e/ou grafiteiros.
Após nossa dança nas Dores, exercícios obrigatórios de terças e quintas-feiras, fomos ao Macondo, pela primeira vez, para conhecê-lo e para o evento de cinema e debate do Macondo.
O documentário, feito por pixadores mesmos, bem artesanal, foi bem interessante e, nós educadores, temos que conhecer essa forma de expressão e de arte.
Considero um aprendizado que fiz sobre isso.
Não consegui ficar até o fim, para o debate. Quero trocar idéias com a Lúcia e Leonardo sobre isso.
De qualquer forma, aprendi.Ouvi os depoimentos dos personagens que fazem pixações.
No geral, concluí que somos preconceituosos e ignorantes em relação a essa forma de expressão.
Concluí, também, que naqueles traços, que, por vezes parecem garratuchas ou escritas primitivas, mistura de letras, com desenho, com número, com figura geométrica, assinados e realizados sob o risco de serem pegos, processados, presos, de atuarem sobre a "propriedade privada", sob adrenalina, em grupos, com muita maestria e agilidade, estão personagens que estão se expressando.
Alguns, desenvolvem mais o desenho: rostos, bixos, corpos, natureza...muita cor, muita densidade, traços fortes, pesados e muuuuuito expressivos. Eu vejo ARTE nessas expressões.
Mas, reconheço, entendo pouco.
Ouvir as pessoas que realizam esse tipo de "Arte"(são arteiros também), diminuiu minha ignorância e meu preconceito.
Fomos educados para ter preconceitos com o diferente, o não convencional, o ilegal. Aprendi e preciso aprender mais.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O DEVIR SHOPPING NAS NOSSAS VIDAS

Hoje o Diário de Santa Maria noticiou, com fotografias e tudo o mais, um casamento, no civil e no religioso, realizado no Shopping Monet, de Santa Maria.
Isso tem um significado: pode ser um sinal da crise dos lugares especiais.
A sociedade Moderna construiu identidades e lugares especiais para cada fase e cada evento da vida em sociedade. Lugar de batizar, fazer primeira comunhão, crisma, casar e realizar missa de sétimo dia: a Igreja.
Lugar de educar, lugar de velar, de enterrar, de aprisionar, etc.
As pessoas casavam-se nas suas igrejas, porque era costume haver uma relação de convivência comunitária com as pessoas, ao redor dos ritos religiosos: missa ou culto dominical, festas celebrativas, velórios, etc. Em algumas comunidades do interior, ainda é ao redor da Igreja que as pessoas se reunem para jogar, rezar, conversar, divertir-se.
Mas, com o processo de urbanização e mesmo com os novos modos de vida, temos constatado que, muitas vezes, ao invés das famílias saírem para reunirem-se em comunidades ou visitarem amigos e parentes, elas saem para irem ao Shopping. Lá é o local de ver exposições de arte, comprar os mantimentos para a casa, CDs, roupas, tomar lanches, café, cerveja, ir ao cinema, etc.
Ora, se o Shopping substitui a comunidade e se torna o local, em que as pessoas se sentem bem, então cria-se uma relação afetiva, familiar com esse espaço. Nada mais natural que eventos de grande significação possam ser realizados ali, em meio às lojas, lancherias, vitrines, mercado...
O Mercado, que não é bobo, trata de criar relações sociais afetivas (e mercantilizadas) com as pessoas.
Afinal, é tão prático, ao mesmo tempo que acontece o casamento, as pessoas aproveitam para olhar vitrines, quem sabe fazer alguma compra e é um lugar de muito mais visibilidade: casar aí, garante mais gente contemplando o evento.
Se tem algum fundamento a minha análise (e eu não tenho nenhuma pesquisa acadêmica para provar nada nesse sentido), é possível que venhamos a ter oportunidade de assistir batizados, primeira comunhão, crisma e, quem sabe, velório e missa de sétimo dia.
Para muitas Igrejas, isso não seria tão absurdo. Afinal já se vê tanto mercado nas manifestações de fé: verdadeiros shopings da fé.
E a Igreja está tão integrada ao sistema de marketing: basta lembrar as homenagens e premios que o bispo de Santa Maria deu a empresas de comunicação, segundo o já mencionado jornal Diário. Eu chamo isso de prática de puxassaquismo mesmo.
Mas que os noivos tiveram visibilidade, isso tiveram. Que sejam felizes. A familia que inicia, já inicia no shopping, para ir se ambientando. Quem sabe verão seus filhos aprender a andar e correr dentro dos espaços do Shopping.
domingo, 30 de maio de 2010
Resgatando o FILÓ

Ontem eu, o Irineu e minha mãe, fomos A Silveira Martins, na casa dos amigos Dilmar e Marilú.
Eles moram num lugar, que é uma clareira no meio de uma mata nativa, logo depois da Vila Catani. Mato, grama, cascata, casa com lareira, forno à lenha, ouvindo o barulho da água de uma pequena cascata.
Lindo! Ah, e tem a Gaia, uma jovem cadela Labradora, carinhosa, brincalhona!
Fomos fazer filó.
O filó era um costume dos antigos imigrantes italianos. Estes, juntavam-se, à noite, para realizar serviços juntos. Descascar e debulhar milho, por exemplo. Iam trabalhando, conversando, interrompiam para tomar café e comer cuca, bolachas e/ou pão caseiro.
Pois foi para fazer pão em forno a lenha, que nós resgatamos o filó.
Eu e o Irineu entramos com os receitas e a prática de fazer pão.
A Marilú e o Dilmar compartilham a casa, o forno e oferecem o almoço. Repartimos os ingredientes e depois repartimos os pães.
Ontem fizemos aproximadamente 30 pães, em tres fornadas.
O Dilmar e o Irineu que cuidam do cozimento dos pães. Não é fácil acertar a quantia de lenha e controlar o calor do forno, aquecido a brasas, para que o pão não queime ou fique crú.
A mãe fazia crochê ou dormia na sala da lareira, em companhia da Gaia.
Levei a máquina de costura e enquanto os pães cresciam e/ou cozinhavam eu ia consertando alguma roupa.
Almoçamos uma deliciosa feijoada, acompanhada de couve e laranja e, é claro, uma gostosíssima farofa.
Tomamos café e de sobremesa um doce de abóbora.
Encerramos o dia com um café colonial, com pão quentinho, é claro.
Ah, esqueci de dizer que nossos pães são muito nutritivos, cheios de nutrientes e fibras.
Os pães de ontem, foram de mandioca, cenoura e baicon. Sempre juntando farinha integral, leite de soja, farinha de linhaça. Aromatizados com erva doce(no de mandioca), casca ralada de laranja, no pão de cenoura. Ficaram uma delícia!
E tem os assuntos que permeiam o trabalho. E as "inocentes" fofocas. A vida sem fofoca não tem graça.
E os debates informais sobre educação, política, culinária, moda, familia, etc.
A gente termina o filó, com a sensação de que fez terapia. Que canseira boa! As vinte e uma horas já estávamos dormindo.
Bem, e o melhor é que o fazer pão significa ofertar aos filhos um alimento nutritivo e cheio de boas energias. Hoje, pela manhã, domingo, fomos ao apartamento, e enquanto a Lúcia, Leonardo, Silvana e Alice dormiam, deixamos sobre a mesa uma sacola cheia de pães e saimos de fininho.
Penso que todo mundo devia fazer filó, para compartilhar conhecimentos e realizar novas aprendizagens.
Faz parte do que acreditamos: criar comunidade, criar laços e compartilhar.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
MICOS E OUTRAS BOBAGENS
CAVALGADA
25 cavaleiros percorrerão 186 Kms. no lombo de cavalos e a trotezito no mais. Vão percorrer os 9 distritos de S.Maria para homenagear um tal de Cel.José Alves Valença, que lá pelos idos de mil oitocentos e alguma coisa, foi presidente da Câmara de Vereadores de S.Maria. Quem vai fazer a homenagem? Os cavalos, são os pobres do bichos, que nem tem culpa de haver legislativo, e nem sabem quem foi o tal Cel. que vão trotar 186 Km! Ai, ai, devia ser proibido. Onde está a Sociedade Protetora dos Animais?
Objetivo alegado: unir os distritos. Mas há desunião entre os distritos?
Ah, talvez seja para propagar os valores do tradicionalismo, o que é muuuuuuito questionável.
Bem, são resquícios de 1800, ou da gloriosa Revolução Farroupilha, feita pelos fazendeiros, donos das charqueadas e latifúndios, sustentadas pelos escravos, que, diga-se, a bem da verdade, viviam em péssimas condições de existência.
EM CARREATA E DE FUSCA
Foi assim que uma romântica noivinha, adepta do fusca, seguidora do ex-presidente topetudo, Itamar Franco, defensor dos fuscas, quis chegar à Catedral, do Bairro Tancredo Neves ao centro de S.Maria, para se casar. Que mico, e que mau gosto. De carreata e de fusca?
LEI CONTRA O BULLING
Finalmente a Lei vai definir o que é Bulling. Que bom, ninguém sabia! Agora sim, estaremos esclarecidos. Foi preciso que os nobres edis definam e declarem que Bulling é tudo o que for feito, contra colegas que possa humilhar, agredir, isolar ou intimidar.
Quem ainda não sabia? O que vai mudar? Isso é relevante? No que isso vai resultar, se os praticantes de Bulling são crianças e adolescentes? Isso é um problema de educação, de humanização, de formação humana e requer atitudes formativas e não legislações que criminalizam.
No caso das drogas, adiantou criminalizar? É preciso pensar no processo civilizatório que vivemos hoje. Em que modelo de sociedade os jovens se espelham?
Desde sempre existiu o que hoje chamam de bulling. Faz parte do processo de aprendizado da gurizada. Quem já não ouviu apelidos e gozações? Não dá para criminalizar tudo. Claro que a comunidade escolar precisa se reunir, dialogar com a gurizada, tomar medidas, etc., mas não é o caso de legislar sobre isso.Esses deputados não tem mesmo o que fazer!
PARTIDO DA BOA POLÍTICA
É, no mínimo hipócrita, a Ana Amélia Lemos fazer propaganda do PP dizendo "o partido da Boa Política". Boa pra quem?
Para não esquecer, esse partido fez parte dos que mantiveram uma ditadura truculenta durante 30 anos. Esse partido é, hoje, na melhor das hipóteses igual aos outros. O PP foi PDS, que era Arena, originalmente. Como o DEM. Querem ser os portadores da ética? Que ética tiveram durante a ditadura que torturou, matou, individou o país.? Corrupção e fraude nem podiam ser apuradas, como hoje é feito. A ditadura nem permitia denúncias, nem CPIS, nem divulgação. E eles eram o poder. É bom reavivar a memória. HIPÓCRITAS!
MEC-EXAME NACIONAL PARA PROFESSORES
Nem é bom entrar no debate da meritocracia, que, na educação, é um absurdo. Só me pergunto o que o MEC quer saber com esses exames. Será que avalia conhecimentos? Mas ser educador é só transmitir conhecimentos? O sujeito pode ir muito bem em provas de conhecimentos e no PROCESSO de educador, ser péssimo. Será que prova avalia mesmo? Vale lembrar o cidadão analfabeto que passou num concurso público! Chutou e passou.
Outras medidas são necessárias, por exemplo, investimentos em formação continuada, sistematicamente e remuneração adequada, bem como condições de trabalho.
O que precisa mesmo é avaliar a formação de professores feita pelas universidades. Avaliadas, fiscalizadas e algumas fechadas. São elas que "preparam" os docentes, que realizam provas, atestadoras de sua capacidade para o exercício da profissão.
domingo, 23 de maio de 2010
RECEITA GOSTOSA
Olá queridos leitores. Desculpem-me por andar meio ausente.
Passam tantas coisas pela minha cabeça. Tenho vontade de compartilhar tantas coisas, mas penso que não interessa aos outros e não o faço.
Tenho escrito sobre tantos assuntos: dia do trabalhador, violência, educação, MST, Mulheres, etc. mas não tenho tido retorno, ou seja, poucos comentam. Também tenho abordado assuntos do cotidiano.
Acho que meu modo de escrever é sem graça mesmo, e como disse um leitor: "é chato".
Por isso hoje vou compartilhar com vocês uma receita de pudim, muito gostosa (pelo menos eu acho) que o cheff e amigo Mateus me ensinou. Bem que eu gostaria de oferecer a vocês o pudim de verdade, mas como não é possível, vai o pudim virtual.
Aí vai: PUDIM DE PÃO DORMIDO COM GENGIBRE
Ingredientes: 3 pães cacetinho ( ou 3 fatias de pão sovado mesmo, sem a casca), l lata ou caixinha de leite condensado, 1 colher (sopa rasa) de gengibre ralado, l xícara média de leite, l medida igual a do leite condensado de leite ou leite de coco, 4 ovos.
Modo de preparar:
Espedace o pão em migalhas e coloque de molho no leite (1 xícara). Bata os ovos com o leite condensado, o leite ou leite de coco, acrescente o pão que estava de molho, misture muito bem e acrescente o gengibre.
Pegue a forma de pudim, coloque 2 colheres de açucar e caramele em fogo brando, espalhando sobre o interior da forma. Coloque a mistura e ponha ferver em banho maria, durante uns 40 a 45 minutos, de fervura efetiva. Controle a água para que não segue e não entre na forma. Os 40 minutos são de fervura mesmo, se tiver que acrescentar mais água e interromper a fervura, deixe um pouco mais.
Desinforme sobre um prato redondo ainda morno, para não esburrachar.
O gengibre é que vai dar o sabor exótico (eu gosto porque tira aquele gosto de leite de mamadeira dos pudins de leite).
Bom apetite. Bom domingo.
Passam tantas coisas pela minha cabeça. Tenho vontade de compartilhar tantas coisas, mas penso que não interessa aos outros e não o faço.
Tenho escrito sobre tantos assuntos: dia do trabalhador, violência, educação, MST, Mulheres, etc. mas não tenho tido retorno, ou seja, poucos comentam. Também tenho abordado assuntos do cotidiano.
Acho que meu modo de escrever é sem graça mesmo, e como disse um leitor: "é chato".
Por isso hoje vou compartilhar com vocês uma receita de pudim, muito gostosa (pelo menos eu acho) que o cheff e amigo Mateus me ensinou. Bem que eu gostaria de oferecer a vocês o pudim de verdade, mas como não é possível, vai o pudim virtual.
Aí vai: PUDIM DE PÃO DORMIDO COM GENGIBRE
Ingredientes: 3 pães cacetinho ( ou 3 fatias de pão sovado mesmo, sem a casca), l lata ou caixinha de leite condensado, 1 colher (sopa rasa) de gengibre ralado, l xícara média de leite, l medida igual a do leite condensado de leite ou leite de coco, 4 ovos.
Modo de preparar:
Espedace o pão em migalhas e coloque de molho no leite (1 xícara). Bata os ovos com o leite condensado, o leite ou leite de coco, acrescente o pão que estava de molho, misture muito bem e acrescente o gengibre.
Pegue a forma de pudim, coloque 2 colheres de açucar e caramele em fogo brando, espalhando sobre o interior da forma. Coloque a mistura e ponha ferver em banho maria, durante uns 40 a 45 minutos, de fervura efetiva. Controle a água para que não segue e não entre na forma. Os 40 minutos são de fervura mesmo, se tiver que acrescentar mais água e interromper a fervura, deixe um pouco mais.
Desinforme sobre um prato redondo ainda morno, para não esburrachar.
O gengibre é que vai dar o sabor exótico (eu gosto porque tira aquele gosto de leite de mamadeira dos pudins de leite).
Bom apetite. Bom domingo.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
cuidar, cuidar e cuidar
Parece fácil, mas não é. Os bebês, diferentes dos outros animais, nascem muito dependentes. Precisam aprender quase tudo, para sobreviverem. Precisam de cuidados constantes.
Mamar é o que sabem. Sugar e, qualquer mal-estar, eles manifestam com a boca, como se quisessem, sempre, sugar.
E as mães, mesmo sabendo disso, caem na tentação e dão mais e mais mamá.
E quando o bebê nasce com refluxo, a reação a cada mamada é o desconforto. Aí é preciso ter paciência: segurá-lo e cuidá-lo para que o leite não volte e cuidar para não cair em tentação de dar demais leitinho do peito.
Mas os cuidados dão prazer, valem a pena. Por tudo isso se justifica e se entende como fundamental, a licença maternidade. Ela é extremamente importante e é para dar garantia de cuidados ao bebê, que ela existe. Não é férias, não é privilégio para a mãe. E não basta isso, é preciso ajudar a mãe. O pai precisa participar, e as tias e as avós, também são bem-vindas, sem interferir, muito, nas orientações dos pediatras.
Foi para tentar ajudar, mas principalmente para curtir a Cecília, que estivemos em Santo Ângelo, no último final de samena.
Minha sensibilidade aflorou,minhas lembranças de mãe de quatro filhos também. Foi maravilhoso cuidar da minha sobrinha Cecília! É uma menina linda, saudável, embora com esse probleminha do refluxo, que, realmente exige cuidados.
A mãe Carla e o pai Adriano, são incansáveis, amorosos e sensíveis. Gostei de ve-los cuidando da cria. Bonito mesmo!
Pensando no que escrevi antes, sobre a violência, fico considerando que absurdo tanto desrespeito à vida. Penso que foi preciso tanto cuidado para criar cada ser humano. Que direito têm, alguns, de agredir dessa forma, os filhos que parimos, cuidamos e presenteamos ao mundo?
O que o mundo faz com nossos filhos? O que nossos filhos fazem com o mundo?
Parece difícil criar os bebês, eu digo que é a parte mais fácil e mais gratificante. Quando crescem, tudo fica mais dificil! Certamente desejamos que nossos filhos, contribuam para que o mundo seja um lugar bom, para todos viverem.
Mamar é o que sabem. Sugar e, qualquer mal-estar, eles manifestam com a boca, como se quisessem, sempre, sugar.
E as mães, mesmo sabendo disso, caem na tentação e dão mais e mais mamá.
E quando o bebê nasce com refluxo, a reação a cada mamada é o desconforto. Aí é preciso ter paciência: segurá-lo e cuidá-lo para que o leite não volte e cuidar para não cair em tentação de dar demais leitinho do peito.
Mas os cuidados dão prazer, valem a pena. Por tudo isso se justifica e se entende como fundamental, a licença maternidade. Ela é extremamente importante e é para dar garantia de cuidados ao bebê, que ela existe. Não é férias, não é privilégio para a mãe. E não basta isso, é preciso ajudar a mãe. O pai precisa participar, e as tias e as avós, também são bem-vindas, sem interferir, muito, nas orientações dos pediatras.
Foi para tentar ajudar, mas principalmente para curtir a Cecília, que estivemos em Santo Ângelo, no último final de samena.
Minha sensibilidade aflorou,minhas lembranças de mãe de quatro filhos também. Foi maravilhoso cuidar da minha sobrinha Cecília! É uma menina linda, saudável, embora com esse probleminha do refluxo, que, realmente exige cuidados.
A mãe Carla e o pai Adriano, são incansáveis, amorosos e sensíveis. Gostei de ve-los cuidando da cria. Bonito mesmo!
Pensando no que escrevi antes, sobre a violência, fico considerando que absurdo tanto desrespeito à vida. Penso que foi preciso tanto cuidado para criar cada ser humano. Que direito têm, alguns, de agredir dessa forma, os filhos que parimos, cuidamos e presenteamos ao mundo?
O que o mundo faz com nossos filhos? O que nossos filhos fazem com o mundo?
Parece difícil criar os bebês, eu digo que é a parte mais fácil e mais gratificante. Quando crescem, tudo fica mais dificil! Certamente desejamos que nossos filhos, contribuam para que o mundo seja um lugar bom, para todos viverem.
BRUTALIDADE IMPERDOÁVEL
Tenho lido textos de pessoas indignadas com o Bulling, deputados fazendo projetos de lei sobre o tema, outros legislando para proibir as pulseiras do sexo, entre outras coisas. Nada contra, embora entenda, que não se modifica tais coisas com leis.
Mas não tenho lido quase nada sobre alguns episódios que aconteceram dias atráz e que, parece, causaram pouca indignação e nem surpresa. Será que estamos nos acostumando com a barbárie?
Vamos aos fatos:
A Globo fez uma reportagem sobre os moradores de rua, em São Paulo. Dois dias depois um grupo de motoqueiros, durante a noite, atiraram para matar em seis moradores de rua, que dormiam sob um viaduto. Um sobreviveu, não sei até quando. Pergunta: a quem interessa a morte dessas pessoas? Por que matá-las? Porque sujam a rua? Medo que roubem para comer? Qual é a ameaça? E ficou por isso, não se soube mais nada, a não ser que "a polícia não tem pista dos assassinos". Será que não?
No outro dia, outra notícia terrível. A polícia faz sinal para um motoboy parar, a moto estava sem placa. O motoqueiro, de 19 ou 20 anos, não lembro bem, pára a uns 100 ms. da abordagem, em frente a casa onde mora, com a mãe. A polícia vai até lá, e embora o rapaz e a mãe tentem explicar, espancam-no até a morte, sob os gritos da mãe, na sua frente, sem nenhuma chance. O rapaz errou? Talvez, mas então multe, recolha a moto, há penas para isso. Não, a "segurança policial", julgou, condenou e executou, ali mesmo, sob o olhar aterrorizado da mãe, e com a omissão de todos que, certamente, presenciaram.
Entrevistada, a mãe falou:" a quem eu poderia recorrer, se quem deveria nos proteger estava matando meu filho"?
Me ocorreu pensar, que talvez por isso, algumas pessoas se sentem mais protegidas pelos bandidos. Quem sabe a mãe devesse ter algum bandido para chamar, já que a polícia era o bandido naquele momento?
E tem mais: o dinheiro merece cuidados, a pessoa humana não. Falo do aposentado, portador de um marcapasso, que não conseguia entrar no Banco, para fazer suas transações bancárias, porque o detector de metal, lhe barrava entrada.
Ao explicar, como sempre fazia, ao guarda ( um sujeito imbecil, embrutecido ou aterrorizado, portador de síndrome de pânico, quem sabe, ou louco mesmo) , discutem, o guarda teima e, por fim, dá um tiro na cabeça do cidadão. Morreu e a familia doou os órgãos, generosamente.
Será que o sujeito ficou assustado, imaginou que o Banco seria assaltado pelo cidadão, portador de marcapasso? Que orientação o paranóico guarda recebeu? Que formação teve? Detalhe: a vítima era negra. Tem algo a ver? Não sei, mas que tem gente racista, isso tem!
Sei que ninguém gosta de ler coisas ruins, mas escrevo porque preciso socializar minha inconformidade com esses acontecimentos. Que os bandidos matem, continua abominável, mas são bandidos, mas o Estado (através de seus brutamontes) mata, bate, tortura...
Sei de um conhecido, gente boa, aqui de Sta. Maria, que, por esses dias, foi espancado porque estava pixando (grafitando). É uma infração? Por que a Brigada se invoca com um grafiteiro? Pessoalmente acho que tem tanta poluição, inclusive a visual, que as pixações (a arte dos grafiteiros) são bonitas. MAS VOLTANDO À VIOLÊNCIA, A BRIGADA NÃO TEM QUE BATER EM NINGUÉM. QUEM ESTÁ DANDO ESSE TIPO DE ORIENTAÇÃO? E depois a sociedade se espanta, com o crescimento da violência, nas práticas do Bulling na escola? Será que não há mesmo nenhuma relação?
Há quem entenda que tem que bater mesmo, isso é que é triste! O Estado e seus brutamontes me inspiram medo, insegurança.
Como educadora eu me pergunto: O que ensinar aos alunos e filhos sobre as "autoridades" que deveriam garantir o respeito e a vida das pessoas? Devemos alertar, talvez, sobre a periculosidade daqueles que deveriam garantir a segurança pública?
Mas não tenho lido quase nada sobre alguns episódios que aconteceram dias atráz e que, parece, causaram pouca indignação e nem surpresa. Será que estamos nos acostumando com a barbárie?
Vamos aos fatos:
A Globo fez uma reportagem sobre os moradores de rua, em São Paulo. Dois dias depois um grupo de motoqueiros, durante a noite, atiraram para matar em seis moradores de rua, que dormiam sob um viaduto. Um sobreviveu, não sei até quando. Pergunta: a quem interessa a morte dessas pessoas? Por que matá-las? Porque sujam a rua? Medo que roubem para comer? Qual é a ameaça? E ficou por isso, não se soube mais nada, a não ser que "a polícia não tem pista dos assassinos". Será que não?
No outro dia, outra notícia terrível. A polícia faz sinal para um motoboy parar, a moto estava sem placa. O motoqueiro, de 19 ou 20 anos, não lembro bem, pára a uns 100 ms. da abordagem, em frente a casa onde mora, com a mãe. A polícia vai até lá, e embora o rapaz e a mãe tentem explicar, espancam-no até a morte, sob os gritos da mãe, na sua frente, sem nenhuma chance. O rapaz errou? Talvez, mas então multe, recolha a moto, há penas para isso. Não, a "segurança policial", julgou, condenou e executou, ali mesmo, sob o olhar aterrorizado da mãe, e com a omissão de todos que, certamente, presenciaram.
Entrevistada, a mãe falou:" a quem eu poderia recorrer, se quem deveria nos proteger estava matando meu filho"?
Me ocorreu pensar, que talvez por isso, algumas pessoas se sentem mais protegidas pelos bandidos. Quem sabe a mãe devesse ter algum bandido para chamar, já que a polícia era o bandido naquele momento?
E tem mais: o dinheiro merece cuidados, a pessoa humana não. Falo do aposentado, portador de um marcapasso, que não conseguia entrar no Banco, para fazer suas transações bancárias, porque o detector de metal, lhe barrava entrada.
Ao explicar, como sempre fazia, ao guarda ( um sujeito imbecil, embrutecido ou aterrorizado, portador de síndrome de pânico, quem sabe, ou louco mesmo) , discutem, o guarda teima e, por fim, dá um tiro na cabeça do cidadão. Morreu e a familia doou os órgãos, generosamente.
Será que o sujeito ficou assustado, imaginou que o Banco seria assaltado pelo cidadão, portador de marcapasso? Que orientação o paranóico guarda recebeu? Que formação teve? Detalhe: a vítima era negra. Tem algo a ver? Não sei, mas que tem gente racista, isso tem!
Sei que ninguém gosta de ler coisas ruins, mas escrevo porque preciso socializar minha inconformidade com esses acontecimentos. Que os bandidos matem, continua abominável, mas são bandidos, mas o Estado (através de seus brutamontes) mata, bate, tortura...
Sei de um conhecido, gente boa, aqui de Sta. Maria, que, por esses dias, foi espancado porque estava pixando (grafitando). É uma infração? Por que a Brigada se invoca com um grafiteiro? Pessoalmente acho que tem tanta poluição, inclusive a visual, que as pixações (a arte dos grafiteiros) são bonitas. MAS VOLTANDO À VIOLÊNCIA, A BRIGADA NÃO TEM QUE BATER EM NINGUÉM. QUEM ESTÁ DANDO ESSE TIPO DE ORIENTAÇÃO? E depois a sociedade se espanta, com o crescimento da violência, nas práticas do Bulling na escola? Será que não há mesmo nenhuma relação?
Há quem entenda que tem que bater mesmo, isso é que é triste! O Estado e seus brutamontes me inspiram medo, insegurança.
Como educadora eu me pergunto: O que ensinar aos alunos e filhos sobre as "autoridades" que deveriam garantir o respeito e a vida das pessoas? Devemos alertar, talvez, sobre a periculosidade daqueles que deveriam garantir a segurança pública?
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