O já desgastado e desmoralizado Conselho de Segurança da ONU aprovou novas sanções ao Irã, por SUSPEITAR que os iranianos podem estar enriquecendo Urânio para fins de construção de armas nucleares.
Sem esperar se o Irã iria respeitar o acordo firmado, com intermediação do Brasil e Turquia. Ciúme de Obama e seus lacaios seguidores? Perda de força internacional? Pode ser...
O Irã pouco está se lixando com essas sanções fajutas, sanções que, agora, só servirão para dar razão ao Irã para, supostamente, querer mesmo pensar em armas nucleares. Sanções que vão tornar qualquer negociação muito mais difícil.
Eu e muitos nos perguntamos:
Por que ninguém questiona os arsenais nucleares que diversos países tem? Por que eles podem ter, não desativam suas letais armas nucleares, antes de exigirem que outros não possam nem enriquecer urânio?
Por que Est. Unidos e União Européia e outros, não exigem que Israel esclareça ao mundo sobre seus arsenais nucleares?
Por que o Conselho de Segurança da ONU não faz sanções e aplica penalidades a Israel, que violou águas internacionais, invadiu a Flotilha da Liberdade, de ajuda humanitária, no litoral de Gaza e matou 9 cidadãos turcos, a bordo do barco Mavi Marmara?
O Primeiro Ministro da Turquia, RECEP TAYYIP ERDOGAN ( mais reconhecida liderança atual do mundo muçulmano-árabe, peloas suas posições fortes em favor da paz) assim se pronunciou, após o assassinato dos 9 cidadãos:
"...O país (referindo-se a Israel) que insiste em atrair sobre si o ódio do mundo, jamais conseguirá viver em segurança; Israel boicotou uma depois da outra, todas as tentativas do mundo em direção à paz."
Erdogan teve a coragem, de frente a frente dizer a Simon Peres (Presidente de Israel), no Fórum Econômico de Davos em janeiro de 2009:
"Presidente Peres, o Senhor é velho e sua voz fala do fundo de uma consciência culpada. Em matéria de matar, o senhor é mestre. Sei perfeitamente com que maestria os israelenses espancam e matam crianças palestinas nas praias".
E a ONU nada faz, concretamente, para tirar da escravidão, fome e opressão, milhares de árabes confinados na faixa de gaza, (pelas armas de Israel) morrendo aos poucos, numa situação parecida com os campos de concentração nazistas.
E os líderes ocidentais fazem sanções ao Irã, porque supostamente estaria ameaçando a paz? Quem tem invadido, matado e usado armas necleares em toda a parte do mundo?
Por que só o Irã é perigoso?
Sou contra armas nucleares e armas de qualquer espécie. A ONU deveria, sim, exigir um urgente processo de desarmamento geral e irrestrito e de respeito a soberania de todos os países.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
DIVERSOS
I - E O HAITI?
Durante a trajédia do terremoto, abundavam imagens, notícias e manifestações. Agora, silêncio quase absoluto. A última notícia que ouvi a meses, era que o ex-presidente Clinton ia coordenar a reconstrução do Haiti. Isso é efetivamente preocupante.
Ah e hoje vi notícia de que alguns militares, que estavam de férias aqui em S.Maria, retornam à "missão de paz".
Tenho procurado saber nos diversos canais de televisão, de TV a Cabo, e não consigo notícias do Haiti. Nem noGoogle. Neste, as notícias são da época do terremoto. (janeiro e fevereiro).
Pobre Haiti, esqueceram-no tão rápido!. Talvez não, pelos que vão sugar o resto que existe de riqueza, na reconstrução. Quem souber do Haiti, por favor, me informe.
II - CAMELÔS
Li no jornal que está marcada a data da transferência dos camelôs da Praça Saldanha Marinho para o shopping popular (dia 25 do corrente).
Tenho diversas dúvidas:
1- O que a Prefeitura entende por revitalizar o centro?
2- Para revitalizar vai arrancar as árvores que existem e plantar alguns poucos coqueiros, deixando as pessoas sob a mira dos raios solares? Foi o que vi no jornal, no projeto de como vai ficar o centro. Não gostei.
3- Em pouco tempo esses espaços não serão ocupados por novos camelôs? Como evitar isso?
4- Não vai criar mais problema social, se as vendas desses ambulantes despencarem, uma vez que a característica desse tipo de comércio, é estar aí, no caminho, no burburinho?
5- Vai haver lugar para todos os que, hoje, vendem seus produtos nas ruas?
6- Que destino terão aqueles que não couberem no shopping Popular?
7- Esses espaços públicos, agora devolvidos ao público, poderão ser usados efetivamente pelo público, para suas manifestações culturais, artísticas e políticas?
8- E as banquinhas do" Projeto Esperança, Cooesperança", da Economia Solidária, vão continuar comercializando nesses espaços?
Terão provilégio, em relação aos outros? Ou ninguém se atreveria a comprar briga com a hierarquia da Igreja Católica? Quero ver!
Efetivamente, ha pouco espaço para as pessoas transitarem no centro de Santa maria. Eu, pessoalmente, gosto da presença dos ambulantes no centro. Gosto de parar, olhar, conversar. Me sinto mais segura. Penso que o centro pode ficar mais descuidado.
Defendo a tese de que só teremos segurança nas ruas, quando a população tomar as ruas. Quando em cada rua e/ou quarteiraão, as pessoas descerem de seus apartamentos, iludidas de que estão protegidas com os alarmes e cercas elétricas e planejarem comunitariamente o uso e ocupação de seus espaços de moradia, responsabilizando-se por eles. Controle popular sobre os espaços. Ocupação popular também. Torço para que todos, ambulantes e população, saiam satisfeitos, com essa mudança.
Durante a trajédia do terremoto, abundavam imagens, notícias e manifestações. Agora, silêncio quase absoluto. A última notícia que ouvi a meses, era que o ex-presidente Clinton ia coordenar a reconstrução do Haiti. Isso é efetivamente preocupante.
Ah e hoje vi notícia de que alguns militares, que estavam de férias aqui em S.Maria, retornam à "missão de paz".
Tenho procurado saber nos diversos canais de televisão, de TV a Cabo, e não consigo notícias do Haiti. Nem noGoogle. Neste, as notícias são da época do terremoto. (janeiro e fevereiro).
Pobre Haiti, esqueceram-no tão rápido!. Talvez não, pelos que vão sugar o resto que existe de riqueza, na reconstrução. Quem souber do Haiti, por favor, me informe.
II - CAMELÔS
Li no jornal que está marcada a data da transferência dos camelôs da Praça Saldanha Marinho para o shopping popular (dia 25 do corrente).
Tenho diversas dúvidas:
1- O que a Prefeitura entende por revitalizar o centro?
2- Para revitalizar vai arrancar as árvores que existem e plantar alguns poucos coqueiros, deixando as pessoas sob a mira dos raios solares? Foi o que vi no jornal, no projeto de como vai ficar o centro. Não gostei.
3- Em pouco tempo esses espaços não serão ocupados por novos camelôs? Como evitar isso?
4- Não vai criar mais problema social, se as vendas desses ambulantes despencarem, uma vez que a característica desse tipo de comércio, é estar aí, no caminho, no burburinho?
5- Vai haver lugar para todos os que, hoje, vendem seus produtos nas ruas?
6- Que destino terão aqueles que não couberem no shopping Popular?
7- Esses espaços públicos, agora devolvidos ao público, poderão ser usados efetivamente pelo público, para suas manifestações culturais, artísticas e políticas?
8- E as banquinhas do" Projeto Esperança, Cooesperança", da Economia Solidária, vão continuar comercializando nesses espaços?
Terão provilégio, em relação aos outros? Ou ninguém se atreveria a comprar briga com a hierarquia da Igreja Católica? Quero ver!
Efetivamente, ha pouco espaço para as pessoas transitarem no centro de Santa maria. Eu, pessoalmente, gosto da presença dos ambulantes no centro. Gosto de parar, olhar, conversar. Me sinto mais segura. Penso que o centro pode ficar mais descuidado.
Defendo a tese de que só teremos segurança nas ruas, quando a população tomar as ruas. Quando em cada rua e/ou quarteiraão, as pessoas descerem de seus apartamentos, iludidas de que estão protegidas com os alarmes e cercas elétricas e planejarem comunitariamente o uso e ocupação de seus espaços de moradia, responsabilizando-se por eles. Controle popular sobre os espaços. Ocupação popular também. Torço para que todos, ambulantes e população, saiam satisfeitos, com essa mudança.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Eventos de Educação
Ontem participamos de dois eventos de educação.
Em primeiro lugar quero comentar sobre o evento, promovido pelo MOBREC (Movimento de Educadores Cristãos) que, durante tres dias promoveu o X Congresso Internacional de Educação Popular. Tema: Vida e Educação: Buscando Alternativas Soidárias e Emancipatórias.
Além das palestras gerais para todos os inscritos, estes deveriam, também, escolher uma oficina na qual participariam e, se quisessem, poderiam apresentar trabalhos acadêmicos e/ou pesquisas de campo.
A mim coube coordenar uma das oficinas: Avaliação da aprendizagem na educação humanizadora e emancipatória.
Dez trabalhos foram apresentados. Só um tratou diretamente do tema. Alguns trabalhos muito fracos e conservadores, na minha opinião. Mas todos foram contribuições ao debate. Os assuntos mais abordados foram a educação para portadores de necessidades especiais, a violência, os distúrbios de atenção e o fracasso escolar.
Mas o que chamou a atenção mesmo foram dois trabalhos de extensão, com agentes comunitários de saúde, realizados por enfermeiras, de educação para a saúde.
Beleza as concepções e práticas dessas enfermeiras: educação horizontal, respeitando os contextos, considerando o saber popular, a partir de fatos da realidade, problematizados e em diálogo com os sujeitos. E nesse contexto, os conhecimentos técnicos iam sendo estudados.
Em relatos de professores não se viu essa clareza pedagógica.
Quanto à minha exposição sobre a avaliação, em educação emancipatória, fui passando a palavra e problematizando a cada trabalho apresentado.
A dificuldade, é claro, é encontrar práticas de educação emancipatória e muito menos avaliação para essas práticas.
No final tentei refletir com eles sobre isso. Falei trinta minutos. O que gostei foi dos debates durante as oficinas. Trabalhamos das 13:30 às 17:00. Cansei mas gostei, revi colegas, recebi abraços e uma xícara com a pintura da Vila Belga, bem bonita.
O SEGUNDO evento foi assistir um documentário, no Macondo, sobre os pixadores e/ou grafiteiros.
Após nossa dança nas Dores, exercícios obrigatórios de terças e quintas-feiras, fomos ao Macondo, pela primeira vez, para conhecê-lo e para o evento de cinema e debate do Macondo.
O documentário, feito por pixadores mesmos, bem artesanal, foi bem interessante e, nós educadores, temos que conhecer essa forma de expressão e de arte.
Considero um aprendizado que fiz sobre isso.
Não consegui ficar até o fim, para o debate. Quero trocar idéias com a Lúcia e Leonardo sobre isso.
De qualquer forma, aprendi.Ouvi os depoimentos dos personagens que fazem pixações.
No geral, concluí que somos preconceituosos e ignorantes em relação a essa forma de expressão.
Concluí, também, que naqueles traços, que, por vezes parecem garratuchas ou escritas primitivas, mistura de letras, com desenho, com número, com figura geométrica, assinados e realizados sob o risco de serem pegos, processados, presos, de atuarem sobre a "propriedade privada", sob adrenalina, em grupos, com muita maestria e agilidade, estão personagens que estão se expressando.
Alguns, desenvolvem mais o desenho: rostos, bixos, corpos, natureza...muita cor, muita densidade, traços fortes, pesados e muuuuuito expressivos. Eu vejo ARTE nessas expressões.
Mas, reconheço, entendo pouco.
Ouvir as pessoas que realizam esse tipo de "Arte"(são arteiros também), diminuiu minha ignorância e meu preconceito.
Fomos educados para ter preconceitos com o diferente, o não convencional, o ilegal. Aprendi e preciso aprender mais.
Em primeiro lugar quero comentar sobre o evento, promovido pelo MOBREC (Movimento de Educadores Cristãos) que, durante tres dias promoveu o X Congresso Internacional de Educação Popular. Tema: Vida e Educação: Buscando Alternativas Soidárias e Emancipatórias.
Além das palestras gerais para todos os inscritos, estes deveriam, também, escolher uma oficina na qual participariam e, se quisessem, poderiam apresentar trabalhos acadêmicos e/ou pesquisas de campo.
A mim coube coordenar uma das oficinas: Avaliação da aprendizagem na educação humanizadora e emancipatória.
Dez trabalhos foram apresentados. Só um tratou diretamente do tema. Alguns trabalhos muito fracos e conservadores, na minha opinião. Mas todos foram contribuições ao debate. Os assuntos mais abordados foram a educação para portadores de necessidades especiais, a violência, os distúrbios de atenção e o fracasso escolar.
Mas o que chamou a atenção mesmo foram dois trabalhos de extensão, com agentes comunitários de saúde, realizados por enfermeiras, de educação para a saúde.
Beleza as concepções e práticas dessas enfermeiras: educação horizontal, respeitando os contextos, considerando o saber popular, a partir de fatos da realidade, problematizados e em diálogo com os sujeitos. E nesse contexto, os conhecimentos técnicos iam sendo estudados.
Em relatos de professores não se viu essa clareza pedagógica.
Quanto à minha exposição sobre a avaliação, em educação emancipatória, fui passando a palavra e problematizando a cada trabalho apresentado.
A dificuldade, é claro, é encontrar práticas de educação emancipatória e muito menos avaliação para essas práticas.
No final tentei refletir com eles sobre isso. Falei trinta minutos. O que gostei foi dos debates durante as oficinas. Trabalhamos das 13:30 às 17:00. Cansei mas gostei, revi colegas, recebi abraços e uma xícara com a pintura da Vila Belga, bem bonita.
O SEGUNDO evento foi assistir um documentário, no Macondo, sobre os pixadores e/ou grafiteiros.
Após nossa dança nas Dores, exercícios obrigatórios de terças e quintas-feiras, fomos ao Macondo, pela primeira vez, para conhecê-lo e para o evento de cinema e debate do Macondo.
O documentário, feito por pixadores mesmos, bem artesanal, foi bem interessante e, nós educadores, temos que conhecer essa forma de expressão e de arte.
Considero um aprendizado que fiz sobre isso.
Não consegui ficar até o fim, para o debate. Quero trocar idéias com a Lúcia e Leonardo sobre isso.
De qualquer forma, aprendi.Ouvi os depoimentos dos personagens que fazem pixações.
No geral, concluí que somos preconceituosos e ignorantes em relação a essa forma de expressão.
Concluí, também, que naqueles traços, que, por vezes parecem garratuchas ou escritas primitivas, mistura de letras, com desenho, com número, com figura geométrica, assinados e realizados sob o risco de serem pegos, processados, presos, de atuarem sobre a "propriedade privada", sob adrenalina, em grupos, com muita maestria e agilidade, estão personagens que estão se expressando.
Alguns, desenvolvem mais o desenho: rostos, bixos, corpos, natureza...muita cor, muita densidade, traços fortes, pesados e muuuuuito expressivos. Eu vejo ARTE nessas expressões.
Mas, reconheço, entendo pouco.
Ouvir as pessoas que realizam esse tipo de "Arte"(são arteiros também), diminuiu minha ignorância e meu preconceito.
Fomos educados para ter preconceitos com o diferente, o não convencional, o ilegal. Aprendi e preciso aprender mais.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O DEVIR SHOPPING NAS NOSSAS VIDAS

Hoje o Diário de Santa Maria noticiou, com fotografias e tudo o mais, um casamento, no civil e no religioso, realizado no Shopping Monet, de Santa Maria.
Isso tem um significado: pode ser um sinal da crise dos lugares especiais.
A sociedade Moderna construiu identidades e lugares especiais para cada fase e cada evento da vida em sociedade. Lugar de batizar, fazer primeira comunhão, crisma, casar e realizar missa de sétimo dia: a Igreja.
Lugar de educar, lugar de velar, de enterrar, de aprisionar, etc.
As pessoas casavam-se nas suas igrejas, porque era costume haver uma relação de convivência comunitária com as pessoas, ao redor dos ritos religiosos: missa ou culto dominical, festas celebrativas, velórios, etc. Em algumas comunidades do interior, ainda é ao redor da Igreja que as pessoas se reunem para jogar, rezar, conversar, divertir-se.
Mas, com o processo de urbanização e mesmo com os novos modos de vida, temos constatado que, muitas vezes, ao invés das famílias saírem para reunirem-se em comunidades ou visitarem amigos e parentes, elas saem para irem ao Shopping. Lá é o local de ver exposições de arte, comprar os mantimentos para a casa, CDs, roupas, tomar lanches, café, cerveja, ir ao cinema, etc.
Ora, se o Shopping substitui a comunidade e se torna o local, em que as pessoas se sentem bem, então cria-se uma relação afetiva, familiar com esse espaço. Nada mais natural que eventos de grande significação possam ser realizados ali, em meio às lojas, lancherias, vitrines, mercado...
O Mercado, que não é bobo, trata de criar relações sociais afetivas (e mercantilizadas) com as pessoas.
Afinal, é tão prático, ao mesmo tempo que acontece o casamento, as pessoas aproveitam para olhar vitrines, quem sabe fazer alguma compra e é um lugar de muito mais visibilidade: casar aí, garante mais gente contemplando o evento.
Se tem algum fundamento a minha análise (e eu não tenho nenhuma pesquisa acadêmica para provar nada nesse sentido), é possível que venhamos a ter oportunidade de assistir batizados, primeira comunhão, crisma e, quem sabe, velório e missa de sétimo dia.
Para muitas Igrejas, isso não seria tão absurdo. Afinal já se vê tanto mercado nas manifestações de fé: verdadeiros shopings da fé.
E a Igreja está tão integrada ao sistema de marketing: basta lembrar as homenagens e premios que o bispo de Santa Maria deu a empresas de comunicação, segundo o já mencionado jornal Diário. Eu chamo isso de prática de puxassaquismo mesmo.
Mas que os noivos tiveram visibilidade, isso tiveram. Que sejam felizes. A familia que inicia, já inicia no shopping, para ir se ambientando. Quem sabe verão seus filhos aprender a andar e correr dentro dos espaços do Shopping.
domingo, 30 de maio de 2010
Resgatando o FILÓ

Ontem eu, o Irineu e minha mãe, fomos A Silveira Martins, na casa dos amigos Dilmar e Marilú.
Eles moram num lugar, que é uma clareira no meio de uma mata nativa, logo depois da Vila Catani. Mato, grama, cascata, casa com lareira, forno à lenha, ouvindo o barulho da água de uma pequena cascata.
Lindo! Ah, e tem a Gaia, uma jovem cadela Labradora, carinhosa, brincalhona!
Fomos fazer filó.
O filó era um costume dos antigos imigrantes italianos. Estes, juntavam-se, à noite, para realizar serviços juntos. Descascar e debulhar milho, por exemplo. Iam trabalhando, conversando, interrompiam para tomar café e comer cuca, bolachas e/ou pão caseiro.
Pois foi para fazer pão em forno a lenha, que nós resgatamos o filó.
Eu e o Irineu entramos com os receitas e a prática de fazer pão.
A Marilú e o Dilmar compartilham a casa, o forno e oferecem o almoço. Repartimos os ingredientes e depois repartimos os pães.
Ontem fizemos aproximadamente 30 pães, em tres fornadas.
O Dilmar e o Irineu que cuidam do cozimento dos pães. Não é fácil acertar a quantia de lenha e controlar o calor do forno, aquecido a brasas, para que o pão não queime ou fique crú.
A mãe fazia crochê ou dormia na sala da lareira, em companhia da Gaia.
Levei a máquina de costura e enquanto os pães cresciam e/ou cozinhavam eu ia consertando alguma roupa.
Almoçamos uma deliciosa feijoada, acompanhada de couve e laranja e, é claro, uma gostosíssima farofa.
Tomamos café e de sobremesa um doce de abóbora.
Encerramos o dia com um café colonial, com pão quentinho, é claro.
Ah, esqueci de dizer que nossos pães são muito nutritivos, cheios de nutrientes e fibras.
Os pães de ontem, foram de mandioca, cenoura e baicon. Sempre juntando farinha integral, leite de soja, farinha de linhaça. Aromatizados com erva doce(no de mandioca), casca ralada de laranja, no pão de cenoura. Ficaram uma delícia!
E tem os assuntos que permeiam o trabalho. E as "inocentes" fofocas. A vida sem fofoca não tem graça.
E os debates informais sobre educação, política, culinária, moda, familia, etc.
A gente termina o filó, com a sensação de que fez terapia. Que canseira boa! As vinte e uma horas já estávamos dormindo.
Bem, e o melhor é que o fazer pão significa ofertar aos filhos um alimento nutritivo e cheio de boas energias. Hoje, pela manhã, domingo, fomos ao apartamento, e enquanto a Lúcia, Leonardo, Silvana e Alice dormiam, deixamos sobre a mesa uma sacola cheia de pães e saimos de fininho.
Penso que todo mundo devia fazer filó, para compartilhar conhecimentos e realizar novas aprendizagens.
Faz parte do que acreditamos: criar comunidade, criar laços e compartilhar.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
MICOS E OUTRAS BOBAGENS
CAVALGADA
25 cavaleiros percorrerão 186 Kms. no lombo de cavalos e a trotezito no mais. Vão percorrer os 9 distritos de S.Maria para homenagear um tal de Cel.José Alves Valença, que lá pelos idos de mil oitocentos e alguma coisa, foi presidente da Câmara de Vereadores de S.Maria. Quem vai fazer a homenagem? Os cavalos, são os pobres do bichos, que nem tem culpa de haver legislativo, e nem sabem quem foi o tal Cel. que vão trotar 186 Km! Ai, ai, devia ser proibido. Onde está a Sociedade Protetora dos Animais?
Objetivo alegado: unir os distritos. Mas há desunião entre os distritos?
Ah, talvez seja para propagar os valores do tradicionalismo, o que é muuuuuuito questionável.
Bem, são resquícios de 1800, ou da gloriosa Revolução Farroupilha, feita pelos fazendeiros, donos das charqueadas e latifúndios, sustentadas pelos escravos, que, diga-se, a bem da verdade, viviam em péssimas condições de existência.
EM CARREATA E DE FUSCA
Foi assim que uma romântica noivinha, adepta do fusca, seguidora do ex-presidente topetudo, Itamar Franco, defensor dos fuscas, quis chegar à Catedral, do Bairro Tancredo Neves ao centro de S.Maria, para se casar. Que mico, e que mau gosto. De carreata e de fusca?
LEI CONTRA O BULLING
Finalmente a Lei vai definir o que é Bulling. Que bom, ninguém sabia! Agora sim, estaremos esclarecidos. Foi preciso que os nobres edis definam e declarem que Bulling é tudo o que for feito, contra colegas que possa humilhar, agredir, isolar ou intimidar.
Quem ainda não sabia? O que vai mudar? Isso é relevante? No que isso vai resultar, se os praticantes de Bulling são crianças e adolescentes? Isso é um problema de educação, de humanização, de formação humana e requer atitudes formativas e não legislações que criminalizam.
No caso das drogas, adiantou criminalizar? É preciso pensar no processo civilizatório que vivemos hoje. Em que modelo de sociedade os jovens se espelham?
Desde sempre existiu o que hoje chamam de bulling. Faz parte do processo de aprendizado da gurizada. Quem já não ouviu apelidos e gozações? Não dá para criminalizar tudo. Claro que a comunidade escolar precisa se reunir, dialogar com a gurizada, tomar medidas, etc., mas não é o caso de legislar sobre isso.Esses deputados não tem mesmo o que fazer!
PARTIDO DA BOA POLÍTICA
É, no mínimo hipócrita, a Ana Amélia Lemos fazer propaganda do PP dizendo "o partido da Boa Política". Boa pra quem?
Para não esquecer, esse partido fez parte dos que mantiveram uma ditadura truculenta durante 30 anos. Esse partido é, hoje, na melhor das hipóteses igual aos outros. O PP foi PDS, que era Arena, originalmente. Como o DEM. Querem ser os portadores da ética? Que ética tiveram durante a ditadura que torturou, matou, individou o país.? Corrupção e fraude nem podiam ser apuradas, como hoje é feito. A ditadura nem permitia denúncias, nem CPIS, nem divulgação. E eles eram o poder. É bom reavivar a memória. HIPÓCRITAS!
MEC-EXAME NACIONAL PARA PROFESSORES
Nem é bom entrar no debate da meritocracia, que, na educação, é um absurdo. Só me pergunto o que o MEC quer saber com esses exames. Será que avalia conhecimentos? Mas ser educador é só transmitir conhecimentos? O sujeito pode ir muito bem em provas de conhecimentos e no PROCESSO de educador, ser péssimo. Será que prova avalia mesmo? Vale lembrar o cidadão analfabeto que passou num concurso público! Chutou e passou.
Outras medidas são necessárias, por exemplo, investimentos em formação continuada, sistematicamente e remuneração adequada, bem como condições de trabalho.
O que precisa mesmo é avaliar a formação de professores feita pelas universidades. Avaliadas, fiscalizadas e algumas fechadas. São elas que "preparam" os docentes, que realizam provas, atestadoras de sua capacidade para o exercício da profissão.
domingo, 23 de maio de 2010
RECEITA GOSTOSA
Olá queridos leitores. Desculpem-me por andar meio ausente.
Passam tantas coisas pela minha cabeça. Tenho vontade de compartilhar tantas coisas, mas penso que não interessa aos outros e não o faço.
Tenho escrito sobre tantos assuntos: dia do trabalhador, violência, educação, MST, Mulheres, etc. mas não tenho tido retorno, ou seja, poucos comentam. Também tenho abordado assuntos do cotidiano.
Acho que meu modo de escrever é sem graça mesmo, e como disse um leitor: "é chato".
Por isso hoje vou compartilhar com vocês uma receita de pudim, muito gostosa (pelo menos eu acho) que o cheff e amigo Mateus me ensinou. Bem que eu gostaria de oferecer a vocês o pudim de verdade, mas como não é possível, vai o pudim virtual.
Aí vai: PUDIM DE PÃO DORMIDO COM GENGIBRE
Ingredientes: 3 pães cacetinho ( ou 3 fatias de pão sovado mesmo, sem a casca), l lata ou caixinha de leite condensado, 1 colher (sopa rasa) de gengibre ralado, l xícara média de leite, l medida igual a do leite condensado de leite ou leite de coco, 4 ovos.
Modo de preparar:
Espedace o pão em migalhas e coloque de molho no leite (1 xícara). Bata os ovos com o leite condensado, o leite ou leite de coco, acrescente o pão que estava de molho, misture muito bem e acrescente o gengibre.
Pegue a forma de pudim, coloque 2 colheres de açucar e caramele em fogo brando, espalhando sobre o interior da forma. Coloque a mistura e ponha ferver em banho maria, durante uns 40 a 45 minutos, de fervura efetiva. Controle a água para que não segue e não entre na forma. Os 40 minutos são de fervura mesmo, se tiver que acrescentar mais água e interromper a fervura, deixe um pouco mais.
Desinforme sobre um prato redondo ainda morno, para não esburrachar.
O gengibre é que vai dar o sabor exótico (eu gosto porque tira aquele gosto de leite de mamadeira dos pudins de leite).
Bom apetite. Bom domingo.
Passam tantas coisas pela minha cabeça. Tenho vontade de compartilhar tantas coisas, mas penso que não interessa aos outros e não o faço.
Tenho escrito sobre tantos assuntos: dia do trabalhador, violência, educação, MST, Mulheres, etc. mas não tenho tido retorno, ou seja, poucos comentam. Também tenho abordado assuntos do cotidiano.
Acho que meu modo de escrever é sem graça mesmo, e como disse um leitor: "é chato".
Por isso hoje vou compartilhar com vocês uma receita de pudim, muito gostosa (pelo menos eu acho) que o cheff e amigo Mateus me ensinou. Bem que eu gostaria de oferecer a vocês o pudim de verdade, mas como não é possível, vai o pudim virtual.
Aí vai: PUDIM DE PÃO DORMIDO COM GENGIBRE
Ingredientes: 3 pães cacetinho ( ou 3 fatias de pão sovado mesmo, sem a casca), l lata ou caixinha de leite condensado, 1 colher (sopa rasa) de gengibre ralado, l xícara média de leite, l medida igual a do leite condensado de leite ou leite de coco, 4 ovos.
Modo de preparar:
Espedace o pão em migalhas e coloque de molho no leite (1 xícara). Bata os ovos com o leite condensado, o leite ou leite de coco, acrescente o pão que estava de molho, misture muito bem e acrescente o gengibre.
Pegue a forma de pudim, coloque 2 colheres de açucar e caramele em fogo brando, espalhando sobre o interior da forma. Coloque a mistura e ponha ferver em banho maria, durante uns 40 a 45 minutos, de fervura efetiva. Controle a água para que não segue e não entre na forma. Os 40 minutos são de fervura mesmo, se tiver que acrescentar mais água e interromper a fervura, deixe um pouco mais.
Desinforme sobre um prato redondo ainda morno, para não esburrachar.
O gengibre é que vai dar o sabor exótico (eu gosto porque tira aquele gosto de leite de mamadeira dos pudins de leite).
Bom apetite. Bom domingo.
Assinar:
Postagens (Atom)