quarta-feira, 27 de outubro de 2010

DIVERSOS

I - Hoje é aniversário do Lula. Data importante, comovente. Fico lembrando na mãe dele, lá em Garanhuns: mal sabia que aquele filho que nascia na pobreza e no abandono de todos os governos que o Brasil teve, seria o Presidente da República e faria um governo que, pela primeira vez, lembrava dos milhões de brasileiros, historicamente esquecidos. Lula é muitos. Parabéns Lula! Orgulho-me de ter participado de tua trajetória, da tua eleição.

II - O Jornal Brasil de Fato trás matéria, com todas as informações comprobatórias da presença do FHC e empresários internacionais em Foz do Iguaçú. Tema: eleição do Serra e Programa de Governo de caráter PRIVATIZADOR, sim. Inclusive referindo-se ao apoio de setores da igreja católica e das estratégias de campanha para garantir eleição de Serra. Mas não vão levar, se Deus quiser!

III - Então Serra é do bem? Para os moralistas anti-Lula de plantão, que não se dão conta do que está em jogo nesta eleição: É o candidato com mais processos (17). Entre eles lembram dos sanguessugas das ambulâncias? E agora ficou claro as questões do dossiê da quebra de sigilo dos tucanos (coisa do Serra e do seu PSDB) , do metrô de São Paulo (operação castelo de areia), das fraudes nas licitações...
E o aborto? Parou de falar? Será que é porque não quer que se lembre mais, que sua esposa fez, com seu consentimento? Não que se queira julgá-los, mas por que hipocritamente levantaram essa questão e a usaram eleitoralmente, se tinham o rabo preso? Por tudo isso eu acho que duas coisas são fundamentais:

Reafirmar os programas de governo, com ênfase no social e apurar rigorosamente todos os casos de corrupção e improbidade administrativa.

IV - Serra vai perder, porque quis se disfarçar de esquerda. Quais são as forças que apóiam Serra? é bom lembrar. É o que há de mais perigoso que existe na história deste país. Vou me referir ao Jornal Brasil de Fato que pesquisou o assunto, São eles: Os empresários (empreiteiras) corruptos de São Paulo, A TFP, o CCC (Comando de Caças aos Comunistas), a Opus Dei ( a direita da Igreja, na qual está o bispo de Guarulhos), o DEM que protagonizou a ditadura militar, os grandes escândalos de corrupção recentes, ainda os grandes latifundiários e grupos estrangeiros de olho no Pré-Sal. Juntam-se a estes os racistas, escravagistas e fascistas desse país.

V - Dilma foi aperfeiçoando seu programa na medida em que foi ouvindo os artistas, o pessoal ligado à cultura, os jovens, os ativistas sociais, os agricultores...e foi se imbuindo do calor popular. Agora ninguém segura essa Mulher. Dilma é a multidão e hoje é possível cantar:

"Dilma Lá, brilha uma estrela, Dilma Lá"...

sábado, 23 de outubro de 2010

PEDRO

Ontem nosso filho Pedro completou 30 anos. Preparamos com carinho uma janta especial, muito íntima, praticamente só com o pequeno núcleo familiar,mais o mano de coração (primo) Luciano, tia Mirian e Laura, a amada. Estávamos muito alegres. Os quatro já maduros, um tirando com a cara do outro e nós dois, corujas observando, satisfeitos de ver em cada um, um pouco de nossa própria história, mas principalmente, o quanto cada um fez e faz a sua trajetória, com autonomia e singularidade.
Como aprendemos com eles! Hoje eles têm muito a nos ensinar.

O Pedro continua estudante, terminando a residência, fazendo cirurgias, relatando para nós os desafios. Às vezes conversamos e fazemos as reflexões sobre as nossas relações com o ser humano, ele como médico, nós como educadores. Constatamos que, em ambos os casos, qualquer processo de homogeneidade revela-se ineficiente. A singularidade do ser humano requer observação, interesse, respeito, empatia.

Nos satisfaz muito constatar que o Pedro vem demonstrando, e eu diria até cultivando, a sensibilidade e a empatia com o ser humano. Ouvir, tocar, prestar atenção e até intuir, para poder acertar no diagnóstico e no tratamento. Cuidar, aliviar a dor e curar, se possível! Esse é o cotidiano do Pedro.

Esse filho, desde muito pequeno, gostava de arriscar palpites, ousava opinar e muitas vezes acertava. Demonstrou, desde cedo, um grau de conhecimento sobre as pessoas, que nos deixava muito admirados. Creio que o Pedro um dia vai ser, também, um bom educador.
Filho querido, essa sensibilidade humana faz toda a diferença, para tornar a vida e o mundo mais humanizado. Parabéns e que sejas muito feliz!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

CECILIA

Para matar a saudade de minha sobrinha Cecília, uma fofa risonha de seis meses, só com a poesia do Chico B. mesmo:

Me escutes, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas
Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí.
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores
Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir

Sei que não é para criança, mas é poesia, bela, para nos suavisar, nos encantar. A Cecília é pura poesia.

SOFRIMENTO

Fico me perguntando: por que sofro tanto no atual processo eleitoral?
Sob o aspecto da vida particular das pessoas, parece que nada vai se alterar. Não se perde e não se ganha nada. Para mim, não há preocupações com vantagens ou desvantagens pessoais.

No entanto, sei que esse processo faz parte de minha história, da história de minha geração. Não tem como não sentir responsabilidade e apreensão com o que possa acontecer, em decorrência da escolha equivocada para Presidente.
Minha geração viveu uma dramática história, que, em alguns aspectos, reaparece no presente processo eleitoral.

As novas gerações: jovens e adolescentes não viveram, (porque eram crianças ou nem haviam nascido) os enfrentamentos ( e as utopias) que minha geração viveu.
Sou da geração que viu e viveu a extrema pobreza, a dependência, o colonialismo, o preconceito, o machismo, a ditadura militar, a repressão, o medo. Inspirados na utopia socialista ou na teologia da Libertação, nossa geração foi à luta: nas ruas, no enfrentamento à repressão, nas mobilizações gigantescas; viu a construção das Estatais, que criaram a infraestrutura para o país crescer e viu e sentiu o custo pago por toda a sociedade, a imensa dívida externa, a dependência ao FMI.

Veio o Neoliberalismo e vimos e protestamos contra a venda, a preços vis, do Patrimonio Nacional ( a Vale do Rio Doce, a Telefonia, as grandes ciderúrgicas, as distribuidoras de energia) etc.
Diga-se, de passagem, que os investimentos básicos de telefonia foi o Estado que fez e até hoje é o Estado que faz e onde ele não fez ou não faz, não tem telefone.

O neoliberalismo transferiu muita riqueza do povo ao Grande capital, a pobreza cresceu, o desemprego chegou a patamares dramáticos, a desigualdade aumentou. O neoliberalismo expropriou, axauriu, saqueou, traficou, corrompeu, favelizou, desmatou... A crise está aí, no mundo (vejam a crise nos E. Unidos e na Europa, com grandes convulsões sociais).
A América Latina tenta se levantar, e está conseguindo, soberanamente.

O governo Lula não foi o franciscano governo dos nossos sonhos socialistas. Foi o governo possível, de opção pelo social, nas brechas do capitalismo. Compondo com a diversidade da política e com seus grandes e pequenos vícios e desvios, infelizmente. Mas avançamos, reduzimos a fome, democratizamos a cultura, as instituições, o acesso à educação. Estamos crescento a 7%, o que para nossos dias é fantástico. Ainda é pouco, precisamos avançar, superar problemas, melhorar o controle sobre o Estado.

Não podemos recuar. E conhecemos quem foram as forças protagonistas de cada lado. É isso que está em jogo. Uma opção pelo lado errado, significa dependência, repressão à luta social, sofrimento e fome.
Não mudei de lado, como o Helio Bicudo e muitos outros mais chegados a minha vida. Ele, Bicudo, que defendia os presos pela ditadura, os torturados e perseguidos, agora apóia o candidato que trata os movimentos sociais a cassetete.

Não basta não privatrizar, pois os recursos, mesmo das estatais, precisam ser canalizados para o social. Governos pressionados pela luta social (como Lula e Dilma), pela primeira vez na história, começam a destinar, democraticamente, para o social ( não só aos ricos, aos grandes empresários), parcela significativa da riqueza nacional. Isso incomoda a elite, representada pelo Serra.
Há quem reclame que o pobre não é mais submisso, ficou cheio de argumentos, que os pobres agora têm carro e tumultuam o trânsito, que agora se vê negros e favelados na Universidade... Muitos se incomodam com isso, eu vibro com isso!

Faço críticas ao Lula porque quero mais, quero que distribua mais renda, tribute mais as fortunas e os altos salários. Quero mais em relação à democratização da riqueza, da cultura. Quero mais em relação à educação, à saúde, às questões ambientais. Mas creio que é com Dilma que vamos encontrar mais sensibilidade social e mais permeabilidade à pressão social. Se me enganar, deixo aqui o registro e vou me submeter às crítica e às cobranças e vou cobrar também.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ATRASO E ÓDIO SÃO AS ARMAS DE CAMPANHA DAS ELITES


ALVORADA TRISTE

Sete horas da manhã, liguei a televisão para ver se tudo corria bem com o resgate dos mineiros do Chile. Dei de cara com um pastor engravatado, vociferando sobre os "perigos de eleger alguém do mal, que vai trazer a morte e a convulsão social" e deixava claro que isso se referia à candidatura da Dilma (sem mencionar o nome da candidata). Um discurso ameaçador e fundamentalista. Dei-me conta do grau de atraso e retrocesso que isso significa.

O PODER E AS ELITES BRASILEIRAS

Após séculos de comando sobre o Brasil: sua gente e suas riquezas, as elites brasileiras (associadas às elites internacionais), estão tendo que enfrentar, democraticamente, o processo eleitoral. Não admitem serem governadas por "gente sem estirpe" e não admitem repartir nem as migalhas das riquezas brasileiras. Golpistas, racistas e escravagistas, fazem de tudo para excluir os candidatos que estão historicamente ligados às multidões da base da pirâmide social, que têm os rostos e os corpos marcados pela negritude, pelos traços indígenas, mestiços, caboclos, operários, desgastados e surrados pelo trabalho duro, pelo desemprego (sem terra, sem teto, sem saúde, sem escola...).

As tentativas sempre tiveram caráter racista, preconceituoso, e agora apelam para um perigoso moralismo religioso/fundamentalista. Inauguram um tipo de pregação que é de um atraso medieval, incitando o ódio e este recai, principalmente, sobre as mulheres pobres e a candidata que as representa: DILMA, que manifesta opção pelos pobres.
Da direita a gente não se admira, já fizeram toda sorte de táticas sórdidas. O triste é que algumas lideranças e intelectuais de esquerda, não se apercebam do que está acontecendo e ficam defendendo o voto em branco.

O TEMA DO ABORTO

Neste momento é o aborto a bandeira da elite (que pratica o aborto em clínicas de luxo)
Não creio que alguma mulher queira realizar aborto. É uma agressão ao corpo e à vida e não me acho no direito de julgar ninguém, sobre as circunstâncias que levam uma pessoa a buscar tal alternativa. (nem Jesus julgou).
Durante décadas participei das lutas das mulheres, me deparei e testemunhei situações de desamparo, de violência machista contra mulheres (de todas as idades e condições sociais), que levaram muitas ao desespero.

Criminalizar o aborto significa condenar à morte o feto e a mãe. É isso mesmo. Por que? Porque a criminalização impede que a mulher possa ser atendida do ponto de vista psicológico, médico, jurídico e social.
Ela sabe que não vai encontrar amparo e então submete seu corpo às agressões e aos riscos que a livram da gravidez indesejada, a gravidez da vergonha, do silêncio, do mêdo, do impasse para a sua vida. Ela sabe que em lugar do amparo ela vai enfrentar a polícia, o processo.

As Igrejas, do ponto de vista da fé, não deveriam exigir do Estado, a punição mas a contribuição deste, para amparar a mulher. Que ela pudesse encontrar na sociedade, nas Igrejas e no Estado ( que não é Deus e não é o Papa):
1º) Amparo psicológico, jurídico, atendimento médico, acompanhamento social, acolhimento.
2º) Na gravidez e depois dela, ajuda econômica (renda e creche) para criar seu filho.
Aí, talvez, ela não precisasse recorrer ao aborto.
Considerar pecado é do âmbito da fé e não do Estado. A criminalização não tem evitado a prática do aborto e só tem levado à morte milhares de mulheres e deixado milhares de crianças sem mãe. A descriminalização pode evitar milhares de abortos e salvar a vida de milhares de mulheres.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSA CAMPANHA?

Sem dúvida, é a culpabilização da mulher, a sua condenação à morte, ao abandono, a repressão, castigo pela sua sexualidade, a condenação ao afeto e ao prazer.
E nessa discussão, que lugar tem a figura do "macho"? Falo inclusive dos machos das Igrejas.
E então Deus, Jesus, aparecem também com a face de justiceiros, de intolerantes e do medo.
Não é o que eu entendi do Evangelho de Jesus.

Tem também o preconceito sobre o imaginário feminino: ser mulher é ser submissa, recatada, mansa, sujeita ao sacrifício até à morte...Dilma não é isso, eu não sou isso, as mulheres não são isso. Como Dilma, como eu e como milhares, somos mães, ou não, somos amorosas, afetivas, sensíveis...mas somos fortes, briguentas quando necessário, administradoras, executivas, ambientalistas, ativistas sociais, agentes de saúde, educadoras, juristas...plenamente gente.
Eleger Dilma é afirmar a Libertação, a democracia verdadeira, é derrotar o moralismo arcaico, a opressão da falsa fé.
Cristo veio para que tenhamos Vida em Abundância, e neste momento, no processo eleitoral, Dilma se aproxima mais dessa máxima do Evangelho.

domingo, 10 de outubro de 2010

Que o ESPÍRITO DA SABEDORIA nos ilumine!


Atenção pessoal, não descuidem. Nesta eleição não estamos torcendo por dois times, nem assistindo a uma disputa de um concurso de beleza. Esses dias ouvi no ônibus o seguinte: "qualquer um dos dois são muito feios:O Serra tem um sorriso horrível, a Dilma é dentuça e gorda".Vejam o grau de despolitização!

E tem gente intelectualizada e se apresentando como muito progressista falando que"o Serra é mais experiente, governaria melhor". NÃO SE TRATA DE EXPERIÊNCIA. O importante é entender DE QUE LADO CADA CANDIDATO ESTÁ. O QUE E QUEM CADA UM VAI PRIORIZAR NO GOVERNO.

É preciso pensar: Como serão gerenciados os recursos do Pré-Sal? Será que deve ser privatizado? É bom que o Brasil volte a ser submisso ao G-8 e aos Estados Unidos, como no governo FHC? E os Movimentos Sociais Populares como serão tratados? E como será o tratamento e as relações com nossos visinhos das Américas? Certamente com Serra voltariam as privatizações (como aliás ele fez com o gerenciamento da saúde em São Paulo e com as rodovias também).
Certamente os governos progressistas da América do Sul seriam asfixiados por um governo neoliberal, alinhado com a política expansionista e belicista dos Estados Unidos.
Voltariam as ameaças da Alca e das bases militares americanas em nosso continente? Com o Serra é quase certo que sim.

Tem muito interesse em jogo. A nossa história sabe que o grande capital se mobiliza, em época de eleições. Alguém já esqueceu as intervenções da CIA em processos eleitorais da América Latina? Alguém já esqueceu Honduras?

Precisamos deixar as paixões e ressentimentos e ver que agora tem que ser Dilma. Sei que muitos queriam mais radicalidade, esperava mais do Lula, mas agora não dá para deixar a truculenta elite racista e escravagista (que durante 500 anos ficou com o poder) ganhar a Presidência.
Depois, uma vez a Dilma se elegendo, temos que ir pra luta, pressionar para que mais transformações sociais aconteçam. A meu ver essa é a compreensão que temos que ter agora. Que o Espírito da Sabedoria nos ilumine!

sábado, 9 de outubro de 2010

PROGRAMA ELEITORAL DO CANDIDATO SERRA


Para quem tem memória curta, é muito jovem ou desligado sobre os acontecimentos políticos e econômicos, as afirmações do candidato Serra podem parecer sinceras, verdadeiras e de "uma opção preferencial pelos pobres", quase evangélica. É, de fato, comovente, se não fossem falsas, com todo respeito a quem acredita nele.

Eu sempre acompanhei esses temas, não apenas porque sou professora de economia, mas também como militante social. Sofri a ditadura militar, senti o medo da repressão, fui barrada em concurso pelos efeitos de meu engajamento durante a ditadura, etc. e não posso ficar calada diante do rebaixamento e falsidade que venho assistido.

Fora o moralismo fundamentalista e calunioso que a candidatura Serra e seus adeptos fazem na Internet e nos programas, ajudados pela grande imprensa (que sempre esteve de mãos dadas com a repressão e a ditadura e naquela época não falava em liberdade de imprensa).

No programa de hoje Serra falou:
1- Defendo uma economia forte, mais democracia e respeito, "não mudo de opinião em véspera de eleição". Será?
Serra foi ministro do FHC durante 8 anos, como ministro da Fazenda. E, como explica Ciro Gomes: durante 500 anos, a dívida brasileira era de 38% do PIB, e serviu para construir a Petrobrás, a Eletrobras, as Universidades brasileiras, etc.. Em 8 anos de FHC-Serra a dívida pulou para 78% do PIB.

A carga tributária era de 27% do PIB quando FHC assumiu e ao entregar ao Lula o governo, essa carga foi entregue com 35% do PIB. Nesses 8 anos, o FHC/Serra sucatearam as universidades, afugentaram um terço dos nossos doutores, que foram embora, privatizaram e entregaram, a preços de bananas, as maiores estatais do Brasil (setor energético, a Vale do Rio Doce, etc.) torraram tudo por 100 bilhões de dólares e apesar disso a dívida só cresceu, a economia decresceu, a infraestrutura brasileira precarizou-se, com falta de energia, de investimentos, de empregos e de Redução do Estado, no que se refere aos cuidados com os benefícios sociais e distribuição de renda. O crescimento médio do Brasil, nos 8 anos de FHC foi de 2,31%. Hoje, com Lula/Dilma está em 7%.

Isso foi o Brasil de Serra no Ministério do Planejamento e depois vem falar numa economia forte?
Economia forte o Brasil mostrou no Governo Lula/Dilma: na maior crise capitalista da história do mundo, o Brasil não quebrou e hoje tem a moeda mais forte do planeta, um crescimento de 7% e com Dilma coordenando o PAC e a Casa Civil.
Serra tem amor pelo Brasil? É do bem? Do bem-bom para a editora Abril, edit. Globo e Folha de São Paulo, que foram favorecidos em milhões no governo paulista de Serra (veja os dados neste blog).

Mais democracia e respeito? Não é isso que os professores de São Paulo encontraram no seu governo. Na justa greve, contra o sucateamento e precarização, que estavam sendo vítimas, Serra os reprimiu brutalmente. Repressão,ausência de diálogo, aversão ao contraditório, prisões, processos, violência, sucateamento de escolas (a exemplo de sua colega IEDA aqui no RS).

Não muda de opinião em época de eleição?
Agora ele fala em Brasil de economia forte? O que foi que ele fez em São Paulo? Privatizou as hidroelétricas, as rodovias, criou pedágios por tudo. Praticou o arrocho salarial e seu partido cansou de afirmar que aumentar o salário mínimo acima da inflação, quebraria a Previdência. Agora promete aumentos e até 13º salário ao Bolsa Familia. O discurso não tem nada a ver, mesmo, com as práticas do PSDB, do qual faz parte e de seus apoiadores do DEM e de parte do Partido Verde.
Mas eu desafio que os seus apoiadores e os que estão encantados com seu discurso, pesquisem. Mas é claro que não vale pesquisar na SUA imprensa, na VEJA por exemplo, porque esta é a revista do Não Veja a verdade.
Outro dia eu falo de todas as minhas frustrações sobre o Governo Lula. É claro que eu queria mais, mas não dá para bobiar agora. Serra seria a volta do atraso do mais brutal processo NEOLIBERAL.